Consumo de energia elétrica cai 7,9% na primeira quinzena de outubro, aponta CCEE

Temperaturas mais baixas nas regiões Sul e no Sudeste são as causas para a redução de demanda

Economia na conta de luz com a Tarifa Branca pode chegar a 15%
Economia na conta de luz com a Tarifa Branca pode chegar a 15% Unsplash/Shubham Kumar

Stéfano Sallesda CNN

no Rio de Janeiro

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O consumo de energia elétrica diminuiu 7,9% na primeira quinzena de outubro, se comparado com o mesmo período do ano passado. A informação é do Boletim InfoMercado, publicação quinzenal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), divulgado nesta terça-feira (26).

O documento, em versão preliminar, aponta que a redução de consumo é produto do registro de temperaturas mais brandas no Sudeste e no Sul do país durante o mês de outubro.

O documento está em linha com a tendência apontada pelo último boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), de sexta-feira (22), já apontava para uma redução de demanda energética total de 3,8% em outubro, influenciada pelas temperaturas mais amenas, com as quais os consumidores recorrem menos a aparelhos de ar-condicionado e chuveiros elétricos.

Segundo a CCEE, a demanda média no período foi de 62,4 mil megawatts (MW) do Sistema Interligado Nacional (SIN). Abaixo dos 68 mil previstos pelo ONS.

A redução foi puxada pela queda de consumo no mercado regulado, que atende o consumidor comum. Nele, a redução foi de 12,5%. No entanto, no mercado livre, que atende consumidores médios e de grande porte, como indústrias e shoppings centers, houve aumento de 2,1%.

No entanto, a CCEE destaca que a migração de consumidores entre o mercado regulado e o livre influencia nessa variação. Se forem descontadas as mudanças de serviços ocorridas nos últimos 12 meses, haveria queda nos dois segmentos: 2,1% no livre e 10,5% no regulado.

O documento aponta ainda que houve aumento na geração distribuída, modalidade na qual o consumidor é responsável pela própria produção de energia, o que acontece quando os clientes instalam placas fotovoltaicas nos tetos das residências, empreendimentos comerciais ou de serviços.

A pesquisa destaca que essa modalidade também influenciou a queda da demanda no mercado regulado. Sem ela, a redução teria sido menor, de 11,1%.

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