Defasagem da Petrobras na gasolina cai para 8% e a do diesel para 9%, diz Abicom

Perspectivas de um possível desabastecimento de diesel e GLP no país, como vinha sendo especulado, perdem força; mas cenário ainda não favorece importações

Após 57 dias congelados, a Petrobras elevou a gasolina em 18,7%; o diesel, em 24,9%; e o gás de cozinha em 16%
Após 57 dias congelados, a Petrobras elevou a gasolina em 18,7%; o diesel, em 24,9%; e o gás de cozinha em 16% 08/07/2021 REUTERS/Amanda Perobelli

Denise Luna, do Estadão Conteúdo

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A defasagem entre os preços cobrados pela Petrobras em suas refinarias e o mercado internacional vai ceder significativamente a partir da sexta-feira (11) quando começam a vigorar os novos preços anunciados nesta quinta-feira (10) para a gasolina, diesel e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), informou a Associação Brasileira dos Importadores de Petróleo (Abicom).

Após os aumentos, a defasagem em relação ao mercado internacional no preço da gasolina cai de 20% para 8%, e do diesel, de 24% para 9%, segundo a Abicom.

Após 57 dias congelados, a Petrobras elevou a gasolina em 18,7%; o diesel, em 24,9%; e o gás de cozinha em 16%.

O aumento acontece em um momento em que o petróleo do tipo Brent opera em torno dos US$ 114 o barril.

Com isso, as perspectivas de um possível desabastecimento de diesel e GLP no país, como vinha sendo especulado, perdem força, mas o cenário ainda não favorece as importações, afirma a Abicom, que representa empresas pequenas e médias de importação. Já as grandes importadoras devem continuar importando os combustíveis para atender o mercado brasileiro.

A Petrobras é responsável por 80% do abastecimento de diesel no País, enquanto 20% fica com as outras empresas.

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