Demanda por energia no Brasil deve ter um aumento de 1,8% em janeiro, aponta ONS

Boletim do Operador aponta também que reservatórios do país registram uma recuperação no volume hídrico

Torres e linhas de transmissão de energia em Brasília (DF)
Torres e linhas de transmissão de energia em Brasília (DF) Ueslei Marcelino/Reuters

Lucas Janoneda CNN

Rio de Janeiro

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O boletim mais recente divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) sinaliza que a carga energética brasileira deve registrar um aumento de 1,8% em janeiro em 2022, quando comparado com o mesmo mês em 2021.

Em valores absolutos, o Sistema Interligado Nacional (SIN), que engloba todas as regiões do país, prevê uma demanda de 72,6 mil megawatts (MW) para janeiro de 2022. O aumento da demanda de energia no Brasil mostra uma recuperação da economia. No entanto, o alto custo da luz e a escalada na inflação podem prejudicar os bons números previstos pelo ONS.

De acordo com o informe do Operador, os reservatórios do país também devem apresentar uma recuperação no volume hídrico em janeiro. A previsão é que as usinas do Sudeste/Centro-Oeste registrem 37% da sua capacidade máxima para o primeiro mês de 2022. Em setembro de 2021, os reservatórios das regiões tiveram o pior desempenho dos últimos 91 anos, quando possuíam apenas 16% do volume total. Os outros três subsistemas do país também devem apresentaram alta.

O cenário positivo para a carga de energia no país está previsto para três subsistemas do Brasil. São eles as regiões Norte, Sul e Nordeste. A previsão para janeiro de cada subsistema é um aumento na demanda energética de 5,8%, 5,5% e 2%, respectivamente. Já os estados do Sudeste/Centro-Oeste permanecem com uma demanda estável, com uma carga prevista para 42.123 MW.

As projeções de carga, divulgadas pelo ONS, mostram que a recuperação econômica e a retomada do consumo entre os brasileiros são os principais fatores para o possível aumento na demanda energética do país, uma vez que com a imunização contra a Covid-19 avança cada vez mais no Brasil. A maior utilização de aparelhos eletrônicos no verão, como o caso de ar-condicionado, também pode despontar como outro fator para o aumento da carga energética.

Aumento no nível dos reservatórios

A previsão é de que os reservatórios, localizados nos subsistemas Norte e Nordeste do Brasil, fiquem mais cheios em janeiro. Enquanto as usinas do Norte devem atingir 85,7% de sua capacidade máxima ao fim do mês, o Nordeste pode registrar um volume de 72,5%. Na região Sudeste/Centro-Oeste, o nível será de 37% e o Sul registrará 34%.

A recuperação hídrica do país, segundo o informe do ONS, acontece por conta do início do período úmido no país, quando o volume de chuva costuma ser maior em detrimento a outros épocas do ano. Em janeiro, o Norte e o Nordeste têm previsão de precipitações acima da média histórica. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste é estimado um nível de chuva próximo a média, em 96%. A perspectiva no Sul é de 40%.

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