Alta no diesel da última semana ainda não reflete reajuste da Petrobras, diz ANP

Levantamento semanal da agência reguladora indica que combustível utilizado para transporte de mercadorias variou nas duas versões: S-500 e S-10

A gasolina comum apresentou um leve recuo, passou de R$ 7,247 para R$ 7,232: variação de 0,20%
A gasolina comum apresentou um leve recuo, passou de R$ 7,247 para R$ 7,232: variação de 0,20% 10/03/2022. REUTERS/Bing Guan

Stéfano Sallesda CNN

no Rio de Janeiro

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O preço do litro do diesel apresentou ligeira alta na última semana, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (21) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Os números da semana de 12 a 18 de junho não refletem ainda os aumentos anunciados pela Petrobras na última sexta-feira (17), que só passariam a valer no dia seguinte, nas refinarias do país, para diesel e gasolina.

O custo médio do litro de diesel comum (S-500) passou de R$ 6,886 na semana anterior para R$ 6,906, uma variação de 0,29%.

Na Bahia, no entanto, onde há uma refinaria privatizada pela Petrobras, o produto alcança seu preço máximo aferido pela pesquisa: R$ 8,630. O mais baixo foi registrado na Paraíba: R$ 5,640.

Já o custo médio da versão menos poluente, a S-10, passou de R$ 7,008 para R$ 7,034: elevação de 0,37% entre os dois períodos analisados.

O preço mais alto também foi encontrado na Bahia: R$ 8,930. O menor custo foi localizado no Pará: R$ 5,860.

A gasolina comum apresentou um leve recuo, passou de R$ 7,247 para R$ 7,232: variação de 0,20%.

O combustível mais utilizado nos veículos familiares teve seu preço máximo da consulta localizado no Rio de Janeiro, onde chega a custar R$ 8,990.

Encher o tanque fica mais barato em um posto do Mato Grosso, onde o litro custa R$ 6,300.

No último dia 17, a Petrobras anunciou um reajuste de 5,18% no preço da gasolina e 14,26% no do diesel, para repor perdas relativas à política de paridade de preço internacional.

A companhia não revisava o preço da gasolina havia 99 dias, enquanto o do diesel era o mesmo havia 39.

Com a medida anunciada pela Petrobras, a partir do dia seguinte, a gasolina passaria a custar mais R$ 0,15 por litro. Com relação ao diesel, a alta seria de R$ 0,63.

Esses números se referem apenas ao que seria a parcela de custos da empresa na precificação do litro de cada combustível: R$ 4,91 a gasolina e R$ 5,61 para o diesel.

Segundo o mesmo levantamento da ANP, o litro do etanol, que apresentava custo médio de R$ 5,002, apresentou variação negativa e desceu da casa dos R$ 5. Está em R$ 4,910, uma queda de 1,8%.

O metro cúbico do gás natural no período passou de, em média, R$ 5,279 para R$ 5,360: alta de 1,53%.

Já o gás liquefeito de petróleo, o popular botijão de cozinha, de 13 quilos, variou de R$ 112,64 para R$ 112,50 (-0,1%).

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