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    Dificuldade de armazenamento de grãos na Ucrânia agrava problemas de agricultores

    País luta para exportar os estoques existentes durante a invasão russa e espaço para colheita de 2022, já reduzida por causa da guerra, é incerto

    Colheita em Hrebeni, região de Kiev, Ucrânia
    Colheita em Hrebeni, região de Kiev, Ucrânia 17/07/2020REUTERS/Valentyn Ogirenko

    da Reuters

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    A Ucrânia tem capacidade de armazenamento insuficiente mesmo para sua colheita de grãos reduzida em 2022, e o país luta para exportar os estoques existentes durante a invasão russa, disse o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas nesta terça-feira (19).

    Jakob Kern, coordenador de emergência do Programa Mundial de Alimentos na Ucrânia, citou estimativas de que 20% das áreas plantadas na Ucrânia não serão colhidas em julho e que a área de plantio da primavera será cerca de um terço menor do que o normal.

    A Ucrânia é o quinto maior exportador mundial de trigo e está entre os três maiores de milho, cevada e sementes de girassol.

    A produção de trigo em 2021 atingiu cerca de 40 milhões de toneladas, com outros 50 milhões de toneladas para as outras três commodities.

    Um grande desafio este ano é a exportação dos estoques existentes de grãos para abrir capacidade de armazenamento para a safra de 2022 e gerar caixa para a compra de sementes e fertilizantes para a próxima temporada de plantio, disse Kern em entrevista coletiva via link de vídeo da Ucrânia.

    Kern afirmou que, segundo o Ministério da Agricultura ucraniano, o país costumava exportar quase todos os seus grãos e oleaginosas – até 6 milhões de toneladas por mês – através de portos marítimos que agora estão bloqueados pelo conflito.

    “Estima-se que 15 milhões de toneladas de grãos não terão espaço nos silos do país”, disse.

    Se a Ucrânia não puder exportar seus estoques atuais, os agricultores podem não conseguir arcar com os custos de colheita, muito menos plantar a safra do próximo ano, acrescentou.

    A falta de grãos ucranianos nos mercados mundiais vem elevando os preços dos alimentos em todo o mundo. O Programa Mundial de Alimentos está gastando US$ 70 milhões a mais por mês para comprar a mesma quantidade de alimentos do ano passado, disse Kern.

     

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