Diretora-gerente do FMI defende mais apoio fiscal para países pobres

Segundo ela, o escoamento dos US$ 650 bilhões em direitos especiais de saque pode ser uma forma de suprir essa necessidade

Foto de arquivo do logotipo do FMI
Foto de arquivo do logotipo do FMI REUTERS/Yuri Gripas (04/09/18)

Gabriel Caldeira, do Estadão Conteúdo

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Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva ressaltou a necessidade de nações de menor renda por mais ajuda fiscal de países ricos, à medida que a economia global se recupera da crise da Covid-19.

Segundo ela, em evento organizado por autoridades da China, o escoamento dos US$ 650 bilhões em direitos especiais de saque (SDRs, na sigla em inglês) pode ser uma forma de suprir essa necessidade.

“Muitas economias em desenvolvimento precisarão do apoio da comunidade global em sua recuperação, pois enfrentam redução do espaço fiscal e aumento da carga de dívidas”, afirmou Georgieva, antes de destacar o anúncio do presidente da China, Xi Jinping, de que o país pretende destinar US$ 10 bilhões em SDRs em ajuda fiscal ao continente africano.

A diretora-gerente do Fundo ainda afirmou que “ações” do Partido Comunista para impulsionar a economia chinesa em meio à perda de força da recuperação também auxiliará a economia global.

Nesta segunda-feira, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) informou que cortará a taxa de compulsório no país, em medida que deve liberar cerca de US$ 1,2 trilhão em liquidez.

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