Dólar e juros revelam medo de aventura fiscal

O ministro Paulo Guedes volta a falar dos precatórios e diz que, se o Congresso não aprovar o parcelamento, o país vai parar

Abertura de Mercado
Abertura de Mercado Foto: CNN

Do CNN Brasil Business*

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O dólar subiu mais uma vez nesta quinta-feira (19), continuando o movimento da semana. A moeda americana chegou perto dos  R$ 5,50 no dia, mas fechou em R$ 5,42. A boa notícia é que a moeda americana subiu diante de 31 das 33 moedas que compõem cesta que Brasil está. Essa informação é importante para mostrar que não é tudo culpa nossa. 

 

No exterior, o que pesou foi de novo ela, a variante Delta, que está levando os  países a reverem seus planos de abertura total da economia. 

Outro fator vem do Fed (o banco central dos Estados Unidos), dando o recado sobre os planos de retirada dos estímulos fiscais. E, ao reduzir a compra de ativos no mercado, o BC americano reduz oferta de moeda na economia e antecipa expectativa pelo aumento dos juros. E, qualquer sinal de que os ativos de lá podem pagar um pouco mais, mexe com o mercado.

Ainda assim, o real está disparado como a moeda mais desvalorizada dos emergentes desde a pandemia. 

E de novo o ministro da Economia, Paulo Guedes, volta a ter destaque no noticiário com os precatórios. Segundo ele, se o Congresso não aprovar o parcelamento, o país vai parar no ano que vem.

Mas o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, entrou em cena apontando que o flerte com o descontrole das contas públicas está provocando um descolamento nas expectativas para a economia, para a inflação e para os juros. 

E falando em juros, as taxas caíram nesta quinta, mantendo os contratos mais curtos estáveis. Isso aconteceu porque o Tesouro Nacional não fez oferta com investidor pedindo muito prêmio para levar o título. Com isso, o juro mudou de patamar, dos 2% até março, para os 5,25% de hoje. 

Em um país com mercado de capitais tão novo, em que o investimento em renda variável está amadurecendo bem, um aumento da taxa de juros coloca o título público de volta no papel de forte concorrente. 

 

Vale lembar que, em agosto, a entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira está positivo em cerca de R$ 2,5 bilhões.  No ano, a cifra também é alta, está em pouco mais de R$ 42 bilhões.

Outro ponto importante a destacar é sobre o desempenho das companhias siderúrgicas diante do que está acontecendo com preços do minério de ferro no mercado internacional. Essas empresas têm peso relevante no Ibovespa e estão sempre no menu básico dos investidores. As ações das maiores – Vale, CSN, Usiminas e Gerdau – registram queda entre 16% e 20% em agosto.  

Para esta sexta-feira (20) o mercado olha para o fim do prazo para sanção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada pelo Congresso. 

Neste episódio do Abertura de Mercado, a comentarista de economia da CNN Thais Herédia ouve especialistas sobre esses e outros temas que mexem com a economia e influenciam o mercado.

 

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*Texto publicado por Ana Carolina Nunes

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