Doni, ex-goleiro da seleção brasileira, lança fundo imobiliário nos EUA

A rentabilidade esperada do FII é de 5% a 6% ao ano em dólares e aporte mínimo é de US$ 10 mil

Foto: D32/Divulgação

Matheus Prado,

do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Doni Marangon, de 41 anos, fez sucesso nos anos 2000 como jogador profissional de futebol. Com passagem por clubes como Santos, Corinthians, Cruzeiro, Roma (Itália) e Liverpool (Inglaterra), o goleiro defendeu a seleção brasileira em amistosos e na Copa do Mundo de 2010.

Mas a sua carreira foi precocemente interrompida em 2013 por um problema cardíaco. Foi então que ele decidiu empreender. Primeiro enveredou pelo mercado de entretenimento, com produtos como o Parque dos Dinossauros, dentro do Parque Zoológico de São Paulo. Mas, ao se mudar para os Estados Unidos, decidiu mudar para a área de incorporação imobiliária.

Agora, a D32 Invest, empresa de incorporação e construção fundada por Doni em 2017, lançou um fundo imobiliário, o FUND32. O objetivo é investir em casas e apartamentos de baixa e média renda na área central da Flórida, nos EUA.

Segundo o ex-atleta, a região escolhida está em franco crescimento. “Temos muitos residentes migrando para estados com clima mais ameno e com estrutura tributária simplificada, como é o caso da Flórida”, aponta.

De fato, cerca de 1.500 pessoas se mudaram semanalmente para a região em 2019, o que aqueceu setores como a construção civil, de acordo com o relatório Orlando Economic Partnership’s 2030, subsidiado pela Disney e pelo time de basquete Orlando Magic.

De olho nessa migração, Doni e seu sócio Werner Macedo passaram a investir em moradias. Inicialmente, compravam casas já construídas para reformar e revender, mas o negócio cresceu para a incorporação, e as unidades passaram a ser vendidas com preço médio de US$ 200 mil.

“85% das transações imobiliárias são de até US$ 400 mil”, diz. “Muitos empreendedores projetam casas de US$ 1 milhão, o que mata boa parte do mercado.”

Atualmente, a D32 Invest está construindo 500 das 2.700 unidades que pretende entregar até 2023, totalizando US$ 500 milhões em ativos. Parte delas foi vendida antes mesmo do início das obras para empresas que alugam e vendem as moradias — estratégia que Doni pretende replicar.

“Construímos um prédio próximo a um centro de distribuição da Amazon, onde não há muita moradia disponível. Vamos manter este ativo para poder diversificar os nossos negócios”, afirma. “Criamos uma imobiliária para dar conta dessa nova linha de trabalho.”

FUND32

O FUND32 é estabelecido offshore, nas Ilhas Virgens Britânicas. “Tínhamos dificuldade de trazer investidores de fora dos EUA, por conta de burocracias e tributos. Agora, com a criação do fundo, isso fica mais fácil”, afirma.

Com um aporte mínimo de US$ 10 mil e liquidez de D+90 — o que significa que pode levar até três meses para o investidor ter acesso ao dinheiro investido após solicitação do saque —, a rentabilidade esperada é de 5% a 6% ao ano em dólares.

A expectativa é captar US$ 10 milhões neste ano, valor que será usado nos empreendimentos desenvolvidos pela companhia.

A empresa americana YellowFi é responsável por gerir e cuidar da governança do fundo, que terá um comitê de investimentos agnóstico para decidir como os recursos do fundos serão alocados. Outra parceira, a Circle Partners, será responsável pela relação com os investidores. 

 

 

 

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