Economistas da transição divergem da ala política e defendem licença de R$ 130 bi para gastar

Desenho foi apresentado a setores do mercado hoje e agradou, uma vez que a proposta da ala política tem sido lida como algo que não virá acompanhada de uma âncora fiscal

Caio Junqueira, da CNN
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Economistas da equipe de transição do governo eleito avançaram durante o final de semana na defesa de uma Proposta de Emenda Constitucional diferente da que vem sendo defendida pela ala política.

A ideia é permitir uma licença para gastar de R$ 130 bilhões durante um ano com os valores definidos no texto, completamente diferente da minuta que vem sendo negociada pela ala política e que foi revelada pela CNN: a possibilidade de gastar de R$ 175 bilhões sem um prazo definido.

Fontes da campanha disseram à CNN que o grupo de economistas, formado por Guilherme Mello, Nelson Barbosa, Persio Arida e André Lara Resende, tem alertado o comando da transição sobre o risco de aprovação de uma PEC nos moldes que vem sendo defendido pelo responsável pelas negociações com o Congresso, o senador eleito Wellington Dias.

A proposta de R$ 130 bilhões inclusive é apontada por seus defensores dentro da campanha como motivo pelo qual o Ibovespa subiu 0,81% e o dólar caiu 0,51% nesta segunda-feira. O desenho foi apresentado a setores do mercado hoje e agradou, uma vez que a proposta da ala política tem sido lida como algo que não virá acompanhada de uma âncora fiscal. No entanto, integrantes da equipe de transição afirmaram à CNN que a âncora fiscal da proposta da ala política é o próprio teto de gastos.

A dúvida, porém, é se a ala política irá acatar a sugestão. Um dos responsáveis pela negociação, o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes, disse à CNN nesta segunda-feira que a minuta que será apresentada na quarta-feira conterá mesmo uma licença para gastar de R$ 175 bilhões.

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