Eduardo Guardia, ex-ministro da Fazenda e CEO do BTG Pactual Asset, morre aos 56 anos

Guardia foi substituto de Henrique Meirelles à frente do Ministério da Fazenda nos últimos nove meses do governo de Michel Temer

Do CNN Brasil Business*

Ouvir notícia

Eduardo Guardia, ex-ministro da Fazenda e CEO do BTG Pactual Asset, morreu nesta segunda-feira (11), aos 56 anos. A assessoria de imprensa da instituição confirmou a morte, mas não deu mais informações.

Guardia foi substituto de Henrique Meirelles à frente do Ministério da Fazenda, em 2018, nos últimos nove meses do governo de Michel Temer. Anteriormente, atuou como secretário-executivo da pasta entre 2016 e 2018.

Também foi secretário do Tesouro Nacional em 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso.

Em 2019, foi anunciado como presidente-executivo da BTG Pactual Asset Management, onde ficou por quase três anos.

Doutor em Economia pela USP, Guardia foi diretor-executivo da B3, e diretor Financeiro e de Relações com Investidores da GP Investiments. Deixa a esposa Maria Lúcia. Ele não tinha filhos.

O Ministério da Economia disse em nota de pesar sobre a morte de Guardia que a atuação do economista “foi fundamental na construção de soluções importantes para a economia brasileira. O ex-ministro sempre se notabilizou pelo trabalho incansável, a gentileza no trato e o permanente espírito público, inspirando todas as equipes que liderou”.

A pasta disse ainda que “o ministro Paulo Guedes relembrou a capacidade de diálogo de Guardia, que contribuiu de forma relevante para a troca de informações institucionais no período de transição de governo. Neste momento de dor, o ministro Guedes e os servidores do ministério da Economia manifestam respeito e solidariedade aos familiares e amigos de Eduardo Guardia”.

O velório está marcado para esta terça-feira (12).

Repercussão

“É uma enorme perda para a família, os amigos e para o Brasil. O Eduardo foi não apenas um exemplar homem público, mas um ser humano excepcional”, disse o ex-ministro Henrique Meirelles. Guardia foi secretário-executivo na gestão de Meirelles no ministério da Fazenda.

“O Brasil deve muito ao Eduardo, que teve várias passagens muito importantes no governo, na última como ministro. Grandes reformas aconteceram por conta do trabalho dele. É profissionalmente impecável e pessoalmente um amigo muito querido”, afirmou o ex-diretor do Banco Central e sócio da Mauá Capital Luiz Fernando Figueiredo. “Da minha época do governo, a melhor experiência que tive com secretários do Tesouro foi quando ele assumiu. Foi uma parceria maravilhosa”, completou.

Ministro do Planejamento contemporâneo de Guardia, o hoje secretário especial de Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, afirmou que o economista era uma pessoa “absolutamente comprometida com o futuro do País e que sabia valorizar e considerar as posições amadurecidas nas discussões no Governo”, disse, completando: “Tinha muita admiração por ele”.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, também ressaltou, no Twitter, que conviveu com Guardia assim que assumiu a SPE, “oportunidade em que pude notar sua gentileza e inteligência afiada. Liderou um dos melhores times econômicos da história”.

“Com a morte de Eduardo Guardia, a B3 se despede de um líder que instilou os melhores valores, que foi exemplo e nos ajudou a construir a empresa que somos”, afirmou em nota a bolsa de valores paulista. “Nosso país se despede de um homem público que trabalhou e acreditou sempre, em diferentes momentos de sua vida, que nosso papel como cidadãos é tomar as decisões que fazem o Brasil melhor”, diz a B3 sobre seu ex-diretor.

*Com Estadão Conteúdo / Publicado por Ligia Tuon

 

Mais Recentes da CNN