Em carta à OCDE, Bolsonaro cita compromissos ambientais e fim da pobreza

Em carta endereçada ao secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, presidente disse que o Brasil está pronto para iniciar o processo de acessão à entidade

Fabrício Juliãoda CNN

em São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) agradeceu à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), por meio de uma carta divulgada nesta quarta-feira (26), pela abertura de discussões com o Brasil sobre a acessão do país à entidade.

Endereçado ao secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, o documento diz que o Brasil apoia o crescimento econômico sustentável e digital, o fim da pobreza e que possui práticas relacionadas à preservação da área ambiental do país.

 

“Sem qualquer hesitação, posso garantir que o Brasil está pronto para iniciar o processo de acessão à OCDE, conforme solicitado em abril de 2017”, disse na carta Bolsonaro.

“Não resta dúvida de que o Brasil compartilha o objetivo da OCDE de apoiar o crescimento econômico sustentável, acabar com a pobreza e não deixar ninguém para trás, bem como proteger nosso meio ambiente e melhorar a vida e as perspectivas de todos, dentro e fora da OCDE, conforme descrito na Convenção da OCDE”, informou.

O presidente destacou as reformas econômicas e o investimento em infraestrutura, e declarou que o país está próximo de cumprir as regras para liberalização de capital que a entidade internacional exige.

“Já aderimos a 103 dos 251 instrumentos da OCDE, realizamos inúmeras revisões por pares e estamos próximos da conclusão do processo de adesão aos Códigos de Liberalização”.

Bolsonaro disse ao secretário-geral que o Brasil tem demonstrado “consistentemente nosso compromisso com as metas do Acordo de Paris”, e citou a COP26 ao ressaltar a meta firmada de zerar emissões líquidas globais de gases de efeito estufa até 2050, assim como outras nações.

“O Brasil está comprometido a adotar e implementar plenamente políticas públicas alinhadas com seus objetivos climáticos, tomando ações efetivas para implementar esse objetivo”, afirmou, em carta, o presidente.

Ele citou um trecho da Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra, que reforça a necessidade de “trabalhar coletivamente para deter e reverter a perda florestal e a degradação da terra até 2030, entregando desenvolvimento e promoção de uma transformação rural inclusiva”.

O texto assinado pelo presidente brasileiro também ressalta o respeito ao Estado de Direito, aos direitos humanos e evidencia o livro comércio como questões de convergência mútua entre o Brasil e a OCDE.

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