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    Preço de carro popular não deve voltar tão cedo ao patamar pré-crise, diz analista

    À CNN Rádio, o analista do setor automotivo Flavio Padovan disse que abastecimento de semicondutores, por exemplo, só acontecerá no segundo semestre do ano que vem

    Cálculo de perdas das montadoras ainda não é possível de ser feito
    Cálculo de perdas das montadoras ainda não é possível de ser feito Reuters

    Amanda Garcia

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    O mercado automotivo brasileiro continuará com preços elevados enquanto houver a guerra na Ucrânia, falta de componentes e a inflação global.

    Esta é a avaliação do analista e especialista do setor automotivo, Flavio Padovan.

    Em entrevista à CNN Rádio, ele explicou que a situação dos chips semicondutores – utilizados em aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis – “deve durar até o segundo semestre do ano que vem.”

    A situação foi agravada com “sucessivos lockdowns na China, e pela situação da Ucrânia e da Rússia, que são produtores de paladium e gás neônio, importantes para a produção.”

    Ao mesmo tempo, o especialista acredita que a produção do chamado “carro popular” não deve ser retomada tão cedo.

    “O que acontece é que com a crise as montadoras acabaram dirigindo a produção para os veículos de maior rentabilidade para minimizar os efeitos da crise, os populares acabaram desaparecendo do mercado”, disse.

    Ele afirma que é complicado responder quando a situação poderá se inverter: “Acho difícil no curto e médio prazo, podemos minimizar, voltar a focar em produtos de valor agregado mais baixo, mas enquanto durar a guerra, tivermos inflação global e falta de componentes, é um conjunto que pressiona preços para cima.”

    De acordo com Flavio Padovan, o impacto financeiro de toda essa conjuntura é “muito grande” e ainda incalculável para as montadoras brasileiras.

    *Com produção de Isabel Campos

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