Empresas brasileiras preparam captação no exterior em meio à pandemia

As companhias querem aproveitar o otimismo que tomou conta do mercado com a abertura das economias da Europa e da Ásia e com a imensa liquidez do mercado

Notas de real: após captação considerada do Tesouro considerada positiva, empresas partem na busca por recursos
Notas de real: após captação considerada do Tesouro considerada positiva, empresas partem na busca por recursos Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Raquel Landimda CNN

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Depois das captações do Tesouro Nacional e da Petrobras, empresas privadas já se preparam para emitir dívida no exterior mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. Conforme apurou o CNN Business, pelos menos sete operações estão sendo preparadas e devem ocorrer nos próximos 45 dias.

As companhias querem aproveitar o otimismo que tomou conta do mercado com a abertura das economias da Europa e da Ásia e com a imensa liquidez disponível no mercado global. Para combater a crise do coronavírus, os Bancos Centrais e os governos fizeram estímulos monetários e fiscais cinco vezes maior do que na crise de 2008.

Com os investidores menos receosos, esse dinheiro começou a fluir. Segundo executivos de bancos de investimentos, as captações de dívida e oferta de ações voltaram primeiro nos Estados Unidos, Ásia, Europa e agora chegaram aos mercados emergentes como o Brasil.

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Nesta quarta-feira (3), o Tesouro Nacional fez uma captação de US$ 3,5 bilhões no exterior com juros apenas um pouco acima dos praticados no pré-pandemia. No fim de maio, a Petrobrás já havia emitido outros US$ 3,25 bilhões no mercado internacional. As duas operações animaram o setor privado.

A captação de dívida externa deve ajudar as empresas a atravessar a forte queda de faturamento provocada pela pandemia. Os especialistas alertam, no entanto, que esse mercado é utilizado majoritariamente pelas grandes empresas. As pequenas e médias companhias continuam enfrentando dificuldades para obter crédito junto aos bancos brasileiros.

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