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    Entenda a tecnologia 5G que estreia em Brasília nesta quarta-feira

    Em algumas regiões do Brasil, 5G compartilha faixa de transmissão com o 4G, o que faz com que o serviço não seja pleno; isso deve mudar a partir desta quarta-feira

    Fabrício JuliãoJoão Pedro Malardo CNN Brasil Business

    em São Paulo

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    A tecnologia 5G chega nesta quarta-feira (5) em Brasília. A capital brasileira é a primeira cidade a ter o sinal da nova internet móvel em funcionamento no país. A expectativa é que todas as capitais estejam com a tecnologia liberada até 29 de setembro.

    Em algumas regiões do Brasil, o 5G já compartilha a faixa de transmissão com o 4G, o que faz com que ele não seja pleno. Isso muda a partir desta quarta-feira, com uma faixa de transmissão totalmente dedicada a essa tecnologia.

    Os países que contam com a tecnologia mais avançada, chamada de 5G “standalone” (SA), “autosuficiente” ou 5G “puro”, são poucos. Segundo a Ookla, empresa responsável por analisar as métricas de desempenho de acesso à internet no mundo, a maioria utiliza a frequência compartilhada com o 4G, que é de menor qualidade.

    Atualmente, o país líder de velocidade 5G é a Coreia do Sul, que tem média de download de 406 megabits por segundo. A média do 4G é de 17,1 megabits por segundo.

    O Brasil entra na categoria que passa a aderir a tecnologia pura com a implementação em Brasília. Depois da capital brasileira, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo serão as próximas cidades a receber a tecnologia.

    Novidades

    Uma das principais diferenças do 5G para o 4G e as outras tecnologias é a velocidade. Segundo Eduardo Neger, presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet), isso permite uma resolução e qualidade melhores de imagem e som em vídeos.

    Outra mudança significativa é referente à baixa latência. “A latência é um atraso no tempo de resposta de um aparelho, aplicativo ou site. Quando a resposta da rede é mais rápida, você consegue fazer coisas como cirurgias a distância ou operar máquinas e veículos autônomos”, disse Neger.

    A baixa latência também permitirá uma expansão da chamada realidade aumentada, que demanda uma resposta rápida após interações com objetos reais que geram conteúdos em um ambiente virtual.

    Por fim, o presidente da Abranet destaca a capacidade de conectar uma quantidade maior de dispositivos em uma única antena de transmissão.

    Segundo Neger, é possível conectar até 200 vezes mais dispositivos com a nova tecnologia. Isso facilitará a expansão da internet das coisas, em que eletrodomésticos, veículos e outros aparelhos ficam conectados à internet.

    O que muda?

    Uma das preocupações dos usuários que utilizam a internet, o preço, não deve ser um problema com a implementação do 5G no Brasil. De acordo com o conselheiro e vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Moisés Moreira, “a tecnologia não será mais cara aos usuários [que já possuem 4G]”.

    Moreira comunicou que os aparelhos mais novos costumam ser os mais aptos a receber os dados da rede. Ele aconselhou os brasileiros a entrarem em contato com as operadoras para verificarem se o celular está apto para receber a tecnologia.

    Os smartphones aptos a utilizarem o 5G devem se beneficiar das novidades que a tecnologia traz, como maior velocidade e resposta de rede mais rápida, em decorrência da baixa latência.

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