EUA: Parlamentares pedem que Facebook cancele planos de Instagram para crianças

A empresa disse anteriormente que não exibirá anúncios em uma versão do Instagram para menores de 13 anos

Funcionário do Instagram faz vídeo usando nova função do aplicativo na sede do Facebook durante evento - 20.jun.2013
Funcionário do Instagram faz vídeo usando nova função do aplicativo na sede do Facebook durante evento - 20.jun.2013 Foto: Josh Edelson/AFP via Getty Images

Por David Shepardson, da Reuters

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Um grupo de legisladores democratas dos Estados Unidos pediu nesta terça-feira (18) ao Facebook que abandone planos para desenvolvimento de uma versão do Instagram destinada a crianças menores de 13 anos, dizendo que a empresa de mídia social falhou em “assumir compromissos significativos para proteger as crianças online”.

Os senadores Ed Markey e Richard Blumenthal, e os parlamentares Kathy Castor e Lori Trahan, afirmaram que o Facebook não resolveu suas preocupações. O Facebook disse aos legisladores, em uma carta de 26 de abril tornada pública na terça-feira, que não tem um cronograma definido para a versão, mas espera que o desenvolvimento “dure vários meses”.

“O Facebook tem um claro histórico de falhas em proteger crianças em suas plataformas”, disseram os legisladores em comunicado conjunto. “Quando se trata de colocar as pessoas antes dos lucros, o Facebook perdeu o benefício da dúvida, e recomendamos fortemente que o Facebook abandone planos de lançar uma versão do Instagram para crianças.”

Um porta-voz do Facebook disse nesta terça-feira (18) que “como todo pai sabe, as crianças já estão online. Queremos melhorar essa situação, oferecendo experiências que dêem aos pais visibilidade e controle sobre o que seus filhos estão fazendo”.

A empresa disse anteriormente que não exibirá anúncios em uma versão do Instagram para menores de 13 anos.

A carta citou relatos da mídia de 2019 de que o aplicativo Messenger Kids, do Facebook, destinado a crianças entre seis e 12 anos, “continha uma falha de desenvolvimento significativa, que permitia que as crianças contornassem as restrições de interações online e participassem de grupos de bate-papo com estranhos que não foram previamente aprovados pelos pais”.

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