Facebook sabia que incentivava violência na Etiópia e Mianmar, diz denunciante

Frances Haugen, denunciante do Facebook, falou sobre a postura da rede social em depoimento a um comitê parlamentar do Reino Unido nesta segunda-feira (25)

Niamh Kennedyda CNN

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As situações na Etiópia e em Mianmar são os “capítulos iniciais de um romance que será horrível de ler”, disse a denunciante do Facebook, Frances Haugen, durante seu depoimento a um comitê parlamentar do Reino Unido nesta segunda-feira (25).

Haugen disse que a empresa tem uma “estratégia” de apenas desacelerar a plataforma quando “a crise começar”, implantando suas “medidas de quebra de vidros” em vez de tornar a plataforma “mais segura conforme acontece”.

Eles permitem que a temperatura nesses países fique cada vez mais quente quando a panela começa a ferver, eles dizem, ‘Oh não, precisamos quebrar o vidro, precisamos diminuir a plataforma

Frances Haugen

Ela disse aos senadores norte-americanos, em um testemunho contundente em 5 de outubro, que a empresa de mídia social estava ciente de que sua plataforma estava sendo usada para incitar a violência étnica na Etiópia e em Mianmar.

Facebook Papers

O Facebook tem enfrentado denunciantes, problemas de relações públicas e inquéritos do Congresso dos Estados Unidos nos últimos anos. Mas agora ele enfrenta uma combinação dos três de uma vez, no que pode ser a crise mais intensa e ampla na história de 17 anos da empresa.

Em 22 de outubro, um consórcio de 17 organizações de notícias dos Estados Unidos começou a publicar uma série de histórias – chamadas coletivamente de “The Facebook Papers” – com base em centenas de documentos internos da empresa que foram incluídos em divulgações feitas à Comissão de Valores Mobiliários e de Câmbio (SEC) e fornecidas ao Congresso em forma redigida pelo consultor jurídico da denunciante que trabalhou no Facebook, Frances Haugen.

(Texto traduzido, leia original em inglês aqui)

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