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    Fed sinaliza redução de estímulos ‘em breve’; alta de juros passa para 2022

    Embora reconheça que o novo surto da pandemia desacelerou a recuperação, indicadores em geral "continuam a se fortalecer", disse o Fed em comunicado unânime

    Sede do Fed em Washington
    Sede do Fed em Washington 19/03/2019. REUTERS/Leah Millis/File Photo

    Reuters

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    O Federal Reserve abriu caminho nesta quarta-feira para reduzir suas compras mensais de títulos “em breve” e sinalizou que aumentos de juros podem ocorrer mais rapidamente que o esperado, com nove das 18 autoridades do banco central norte-americano projetando que os custos de empréstimos precisarão aumentar em 2022.

    As ações, incluídas no comunicado de política monetária do Fed e em projeções econômicas separadas, representam uma guinada “hawkish” (mais propensa ao aperto monetário) por um banco central que vê inflação a 4,2% neste ano, mais que o dobro de sua meta, e está se posicionando para agir contra ela.

    A atual meta para a taxa de juros foi mantida em intervalo de 0% a 0,25%.

    Embora reconheça que o novo surto da pandemia desacelerou a recuperação de algumas áreas da economia, indicadores em geral “continuam a se fortalecer”, disse o Fed em um comunicado unânime.

    Se esse avanço continuar “como esperado, o Comitê julga que a moderação no ritmo de compras de ativos pode ser em breve justificada”, disse o Fed.

    A sinalização de que o Fed começaria em breve a reduzir suas compras mensais de 120 bilhões de dólares em títulos que vem fazendo para conter o impacto da pandemia era amplamente esperada.

    Mas foi em sua perspectiva econômica mais ampla que as autoridades do Fed fizeram uma mudança menos esperada.

    A perspectiva para a inflação saltou em 0,8 ponto percentual para 2021, a 4,2%, e a taxa de desemprego estimada para o final do ano aumentou. Por sua vez, duas autoridades anteciparam para 2022 o cronograma projetado para elevação da taxa de juros do atual nível perto de zero, o suficiente para aumentar a mediana das projeções para 0,3% para o próximo ano.

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