Fernando Molica: Governo de Jair Bolsonaro está nas mãos do Centrão

No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (14), o comentarista Fernando Molica analisa decreto que dá última palavra na gestão do Orçamento ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira

Gabriel Fernedada CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (14), o comentarista Fernando Molica analisou o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e publicado no Diário Oficial da União (DOU), que dá a última palavra ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, na gestão do Orçamento.

“A prática dos atos que trata o caput está condicionada à manifestação prévia favorável do ministro de Estado chefe da Casa Civil da Presidência da República”, diz o documento, referindo-se a créditos especiais, créditos extraordinários, remanejamento ou transferência de dotação orçamentária.

Molica explicou a importância que assume o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e a forma como haverá relação com o trabalho do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Paulo Guedes tem poder, desde que Ciro Nogueira concorde. Manda quem tem dinheiro e define o destino do dinheiro. Se consolidou o que já vinha se consolidando.

Na sequência, Molica analisou a relação do governo Bolsonaro com o Centrão, comparando com os governos anteriores. “O Centrão estará no próximo governo. O Centrão está com qualquer governo, desde que troque esse apoio por vantagens”, disse.

“A grande diferença do governo Bolsonaro é que os outros presidentes, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, tinham uma base partidária. O Centrão tinha papel complementar. No governo Bolsonaro, ele não tem um partido, então ele está nas mãos do Centrão. O Centrão é o governo, este é o governo do Centrão.”

Recorde de casos de Covid

A variante Ômicron fez o mundo bater novamente o recorde de casos diários de Covid-19. Nas últimas 24 horas, foram mais de 3,6 milhões de pessoas infectadas. Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sugeriu que a nova cepa seja “bem-vinda” no Brasil e que possa sinalizar o fim da pandemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, alertou que ainda é cedo para tratar a Covid como uma doença endêmica.

Comprovante de vacina em escolas

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou que a cidade não irá exigir comprovante de vacinação contra a Covid-19 nas escolas municipais. O prefeito também declarou que, em caso de agravamento da pandemia, as escolas serão as últimas a fechar. A secretaria de educação havia informado anteriormente que exigiria o cartão de vacinação – a volta às aulas está prevista para o próximo dia 7.

Autorização do autoteste

O Ministério da Saúde solicitou a autorização do uso do autoteste da Covid-19 para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O método já é utilizado em outros países e a pasta acredita ser importante para a prevenção de novas infecções.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Boris Casoy. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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