“Fertilizantes são questão emergencial no Brasil”, diz senadora Simone Tebet

Pré-candidata participou de reunião com presidente da Petrobras para debater efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia na economia brasileira

Senadora Simone Tebet
Senadora Simone Tebet Adriano Machado/Reuters (04/09/2019)

Beatriz PuenteIsabelle SalemeRayane Rochada CNN

no Rio de Janeiro

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Após participar de uma reunião fechada com o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, na seda da estatal, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (4), a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e pré-candidata ao Planalto afirmou à CNN que a produção de fertilizantes no Brasil é uma questão emergencial a ser resolvida no país.

O foco do encontro foi tratar dos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia na economia brasileira.

A líder da bancada feminina no Senado chama a atenção para as consequências desse cenário a curto prazo. “Sem fertilizantes, a produção cai, os alimentos são colocados na mesa do povo brasileiro muito mais caros. Fertilizantes são uma questão emergencial no Brasil”, afirma.

De acordo com Tebet, os desdobramentos do conflito no Leste Europeu reforçam esse gargalo do agronegócio no país. “A [presença] da Rússia na guerra, uma guerra já mundial, está fazendo com que nós não tenhamos segurança para a próxima safra, de que teremos fertilizantes hidrogenados”, destaca.

“O Brasil é dependente da compra de fertilizantes que vai pro agronegócio, que faz com que a produção seja em abundância e, com isso, faz com que os preços caiam”, complementa.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e entidades do setor agrário, como a Confederação Nacional da Agropecuária no Brasil (CNA), já alertaram, nesta semana, sobre os riscos de desabastecimento de fertilizantes para a safra iniciada em setembro deste ano.

Neste período, o Brasil planta, principalmente, o milho e a soja. Os dois produtos são os carros-chefes das exportações brasileiras.

Custo dos combustíveis

A parlamentar também disse ter discutido com representantes da Petrobras sobre o impacto dos conflitos entre Rússia e Ucrânia no preço dos combustíveis.

Tebet afirmou que alguns projetos estão sendo analisados e sugeridos a fim de amenizar as implicações do mercado internacional no custo do diesel e da gasolina.

“O que está sendo proposto é fazer um colchão de estabilização, uma forma de poupar quando se está na baixa e de injetar o dinheiro para subsidiar quando se está em alta, fazendo uma poupança”, explica.

Para a senadora, a conjuntura geopolítica também afeta o preço da gasolina, mas a situação mais delicada é a do diesel.

“Principalmente do diesel, porque o diesel é um efeito cascata, ele gera um impacto incalculável na vida das pessoas. Nós não podemos mais conviver com o diesel a quase R$ 7”, pontua a senadora.

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