Funchal é ‘caneta firme’ contra gastos, mas tem pouco traquejo político

Integrantes do mercado financeiro veem a característica como um sinal de continuidade em relação à gestão de Mansueto Almeida no Tesouro

Bruno Funchal em coletiva de imprensa da equipe técnica do Ministério da Economia sobre o repasse para estados e municípios (14.abr.2020)
Bruno Funchal em coletiva de imprensa da equipe técnica do Ministério da Economia sobre o repasse para estados e municípios (14.abr.2020) Foto: Edu Andrade/Ascom/ME

Igor Gadelhada CNN

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Anunciado nesta segunda-feira (15) como novo secretário do Tesouro Nacional, o economista Bruno Funchal é descrito por membros da equipe econômica como “caneta firme” contra o aumento dos gastos públicos. 

A característica foi encarada por integrantes do mercado financeiro como um sinal de continuidade em relação à gestão de Mansueto Almeida, que deixará o cargo no final de julho deste ano.

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Por outro lado, membros da própria equipe econômica e lideranças partidárias do Congresso Nacional ponderam que Funchal tem bem menos traquejo para negociações políticas do que Mansueto. 

Lembram, por exemplo, que Funchal entrou em atrito com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na negociação do projeto de socorro a estados e municípios na pandemia. Eles divergiram sobre o critério para divisão dos recursos. 

Parlamentares apontam, porém, que a proximidade do economista com o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, de quem foi secretário da Fazenda, pode ajudá-lo a melhorar a relação com o Parlamento.

Funchal tem PhD em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atualmente, é diretor de Programas da Secretaria Especial da Fazenda do Ministério da Economia. Antes, foi presidente do Conselho Fiscal da Caixa.

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