GM reabre fábrica do Onix no Brasil após cinco meses de pausa

Empresa teve que parar a produção do veículo devido à falta de semicondutores

Modelo era o automóvel mais vendido no Brasil antes da crise dos semicondutores
Modelo era o automóvel mais vendido no Brasil antes da crise dos semicondutores Foto: Divulgação Chevrolet

Cleide Silva,

do Estadão Conteúdo

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A fábrica da General Motors em Gravataí (RS) voltou a operar parcialmente na segunda-feira (16) após quase cinco meses de produção parada em razão da falta de semicondutores, problema que afeta montadoras no mundo todo.

A linha de montagem do Onix, único modelo fabricado na unidade, está operando com apenas um turno de trabalho, pois ainda há dificuldades em obter componentes. Não há previsão para a volta do segundo turno.

A GM informa que só estão sendo produzidos veículos completos, pois não quer deixar carros incompletos no pátio, como fazem algumas fabricantes. Segundo a empresa, devem começar a chegar unidades do Onix nas revendas do Sul do país ainda nesta terça-feira (17). Nas demais regiões, a entrega começará a ser feita ao longo da semana.

A falta do modelo, que antes da crise dos semicondutores era o automóvel mais vendido no país, levou a GM, líder de mercado por cinco anos seguidos, a cair para a sétima posição no ranking de vendas nos últimos três meses.

A unidade de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, onde são feitos os modelos Tracker, Spin e Onix Joy, retomará a produção no próximo dia 26. A empresa aproveitou a escassez de componentes para fazer parte das obras de renovação da fábrica para a produção da nova picape Montana.

No complexo de São José dos Campos (SP), as linhas dos veículos S10 e Trailblazer operam normalmente, mas a unidade de componentes tem 250 funcionários em lay-off.

Malásia

O lockdown geral decretado na Malásia – importante produtora de componentes de veículos – em razão do aumento de número de casos de Covid-19 deve prejudicar mais uma montadora no Brasil, afetando ainda mais a produção de veículos por aqui.

A Volkswagen pretende dar mais dez dias de férias coletivas a cerca de 2 mil trabalhadores da fábrica de Taubaté (SP) a partir do dia 30. Ontem, cerca de 800 funcionários que estavam em casa há 20 dias haviam voltado ao trabalho. Apesar de ter protocolado a medida no Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, a Volkswagen não confirma as férias, pois podem ocorrer mudanças ao longo dos próximos dias.

Na quarta-feira passada (11), a Toyota havia anunciado paradas em duas fábricas de São Paulo por falta de componentes para freios importados da Malásia. Os funcionários ficarão em férias entre amanhã e o dia 27. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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