Governo espera privatizar porto de Santos e outros dois neste ano, diz Tarcísio à CNN

Ministro da Infraestrutura falou após a conclusão do leilão de privatização, nesta quarta-feira (30), da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa)

Juliana EliasLigia Tuondo CNN Brasil Business

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Após a conclusão do leilão de privatização, nesta quarta-feira (30), da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que o governo já tem projetos engatilhados para passar outros três portos do país à iniciativa privada ainda neste ano.

Entre eles, está a aguardada privatização do Porto de Santos, o maior do Brasil e da América Latina, além dos portos de São Sebastião (SP) e de Itajaí (SC).

“A gente prevê fazer neste ano ainda a privatização do porto de Itajaí, de São Sebastião e do porto de Santos, que é um processo que está em andamento. Era necessário aprender com esse case do porto de Espírito Santo, que foi experiencia super bem sucedida, para que a gente possa transplantar a experiência para os próximos leilões”, disse o ministro em entrevista à CNN nesta quarta-feira.

“Esse é o leilão que abre início da série. Por meio dele, a gente procurou entender a natureza e a dimensão dos desafios regulatórios para que, na sequência, possamos fazer as outras privatizações portuárias”, diz. Tarcísio acrescenta que, só o leilão do porto de Santos trará R$ 19 bilhões em investimentos.

O arremate da Codesa pelo fundo de investimentos Shelf 119 Multiestratégia, da gestora Quadra Capital, marcou a primeira desestatização feita no país de uma companhia docas, que são as autoridades portuárias, ligadas ao governo federal, responsáveis por gerir os portos existentes em cada estado.

O fundo vencedor ofertou uma outorga no valor de R$ 106 milhões pela concessão, em leilão realizado na manhã desta quarta-feira na sede da B3, em São Paulo.

Ao dizer que o leilão foi emblemático, Tarcísio diz que vai trazer flexibilidade para a gestão portuária e possíveis novos desmembramentos, potencializar as instalações, além de colocar o Espirito Santo numa posição estratégica.

 

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