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    Governo suspende comercialização de 24 marcas de azeite em seis estados

    Operação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) retirou mais de 150 mil garrafas de azeite de oliva das prateleiras dos supermercados

    Azeite
    Azeite Dimitri Karastelev / Unsplash

    Fabrício JuliãoSofia Kercherdo CNN Brasil Business

    em São Paulo

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    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou, na quinta-feira (16), a suspensão da comercialização de 24 marcas de azeites de oliva por irregularidades no produto que era levado aos supermercados.

    Durante operação do Mapa, foram apreendidas 151.449 garrafas de azeite de oliva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, Paraná e Santa Catarina.

    O governo federal comunicou que encontrou três fábricas clandestinas que estavam envasando azeites. O produto era, na verdade, uma mistura de óleos vegetais de procedência desconhecida.

    Segundo o comunicado, também foi suspenso o registro de uma fábrica no interior de São Paulo, “após a constatação de adulteração na fabricação de seus produtos durante o ano de 2021”.

    A fraude mais comum na fabricação de azeite de oliva é a mistura de óleo de soja com corantes e aromatizantes artificiais. Além disso, também são registrados casos em que são vendidos azeite de oliva refinado como azeite extra virgem.

    “Os consumidores não devem comprar os azeites dessas marcas divulgadas pelo Mapa. Fica o alerta também para os supermercados, pois o local que estiver com um desses produtos expostos à venda se responsabilizará pela irregularidade e responderá perante o Ministério com multas que podem chegar a R$ 532 mil reais”, afirmou o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos Origem Vegetal, Glauco Bertoldo.

    O azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, atrás apenas do pescado, de acordo com o Mapa. Os produtos citados na lista divulgada eram consumidos em todo o Brasil.

    Lista de marcas irregulares interceptadas no mercado em 2021:

    • Alcazar
    • Alentejano
    • Anna
    • Barcelona
    • Barcelona Vitrais
    • Castelo dos Mouros
    • Coroa Real
    • Da Oliva
    • Del Toro
    • Do Chefe
    • Épico
    • Fazenda Herdade
    • Figueira do Foz
    • llha da Madeira
    • Monsanto
    • Monte Ruivo
    • Porto Galo
    • Porto Real
    • Quinta da Beira
    • Quinta da Regaleira
    • Torre Galiza
    • Tradição
    • Tradição Brasileira
    • Valle Viejo

     

    O CNN Brasil Business tentou entrar em contato com todas as marcas citadas no comunicado do governo federal.

    A Valle Viejo respondeu que “a nota dada pela Anvisa tem que ser ratificada, nossos advogados já estão tomando as providências cabíveis, pois a nota foi referente a uma apreensão de carga falsificada, com o nome similar ao nosso, não se trata do nosso produto”.

    A Brasfoods, responsável pelas marcas Barcelona, Tradição e Tradição Brasileira, argumenta em comunicado que foram apenas oito lotes de sua linha de produtos, e que já foram retirados das gôndolas dos mercados, todos no estado de São Paulo. “Os demais lotes seguem rigorosamente o que determina o Ministério da Agricultura”, diz a nota da empresa. Ainda segundo a Brasfoods, “esses produtos, caso tenham sido consumidos, não causam
    qualquer problema à saúde”.

    As outras marcas listadas não retornaram a um pedido de posicionamento ou não foram encontradas para contato.

    Com o objetivo de alertar os consumidores de azeite no Brasil, o Mapa afirma que alguns cuidados devem ser tomados na hora de escolher os produtos.

    Segundo o Ministério, deve-se sempre desconfiar do preço caso o item esteja mais barato que o comum, conferir a lista de produtos irregulares já apreendidos em ações do Mapa e ficar atento às características da embalagem – o produto deve ser escuro.

    Também é recomendado a preferência por produtos com a data de envase mais recente.

     

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