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    Guedes fala em reduzir IPI e liberar FGTS para estimular economia

    Ministro da Economia participou da CEO Conference do BTG Pactual nesta terça-feira (22)

    Anna Russida CNN

    Brasília

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    O ministro da Economia, Paulo Guedes, adiantou nesta terça-feira (22) novas medidas que serão lançadas até o fim de 2022 como estímulo para o crescimento econômico.

    Entre elas está o lançamento de um programa de universalização do acesso ao crédito, a redução de 25% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a liberação de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

    “Podemos mobilizar recursos do FGTS porque são fundos privados de pessoas que têm recursos lá e estão passando dificuldades. Às vezes, a pessoa está devendo dinheiro no banco e é credor no FGTS. Por que ele não pode sacar isso e liquidar a dívida no outro lado, no outro banco?”, disse.

    “Já que arrecadação subiu fortemente, íamos investir numa reforma tributária que empacou no Senado, o Executivo prefere transformar esse ganho de arrecadação, sob forma de redução de impostos, para milhões de brasileiros, para todo mundo. Então vamos reduzir esse IPI e começar o movimento de reindustrialização brasileira”, afirmou em participação da CEO Conference do BTG Pactual nesta terça-feira (22).

    De acordo com o ministro, a arrecadação federal de janeiro atingiu alta real de 16%. O resultado oficial deve ser divulgado ainda nesta semana. A equipe econômica aposta no crescimento extraordinário da arrecadação de impostos para liberar mais estímulos para impulsionar o avanço da atividade econômica.

    Revisão de projeções

    Guedes afirmou estar confiante que o mercado e instituições financeiras vão passar o ano todo revisando para cima suas projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. Ele voltou a criticar economistas que previram recessão do Brasil em meio a crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19.

    “Eu acho que todo mundo vai passar o ano fazendo revisão para cima devagarzinho: ‘sobe 0,5%. Não, vai ser 1% ou 1,5%. Não, parece que vai ser 2%’. Eles erraram antes e acho que vão errar de novo”, disse.

    Segundo o ministro, além da abertura econômica e do controle de gastos, o crescimento da economia brasileira vai ser impulsionado por investimentos na infraestrutura e pelo compromisso do governo com programas sociais, como o Auxílio Brasil.

    “No ataque, (teremos) todo uma plataforma de investimentos que vai colocar o Brasil crescendo vários anos, querendo ou não querendo. O Brasil está condenado a crescer. São R$ 800 bi de investimentos em 10 anos, são R$ 80 bi por ano. Como não vai crescer?”, reforçou.

    Cenário internacional

    Ainda para Guedes, a trajetória de crescimento econômico do Brasil vai se destoar, com “dinâmica própria de crescimento”, do desempenho econômico internacional e das principais economias do mundo. Ele voltou a dizer que a inflação dos Estados Unidos e da Europa será mais persistente que o esperado.

    “A inflação que chegou lá chegou para ficar. Vamos assistir um agravamento da situação internacional. Não estou falando só da geopolítica mas da economia: crise energética e inflação subindo no maior país do mundo. E vai subir na Europa também. Vão rever o crescimento lá fora para baixo o ano inteiro. Vão rever o crescimento brasileiro para cima o ano inteiro”, completou.

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