Há risco concreto de termos apagões a partir de novembro, avalia professor

À CNN Rádio, Mauricio Tolmasquim disse que nova bandeira tarifária ‘penaliza o consumidor’

Governo planeja bancar parte da conta de luz de famílias de baixa renda
Governo planeja bancar parte da conta de luz de famílias de baixa renda Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Amanda Garciada CNN

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O professor do Programa de Planejamento Energético da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mauricio Tolmasquim, avalia “há risco concreto de apagões em horário de ponta, em novembro.”

Em entrevista à CNN Rádio, ele discordou do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque que, em entrevista à CNN, disse que o “risco de racionamento, hoje, é zero”. Para Tolmasquim, “o nível de hoje já é extremamente baixo para o período do ano.”

Além disso, a chegada das estações mais quentes, segundo ele, vai fazer, por exemplo, com que as pessoas “liguem o ar-condicionado, e o horário de pico vai começar mais cedo.”

O professor afirmou que o consumidor “está sendo muito penalizado” pelos aumentos consecutivos na conta de luz.

Foi anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica a criação de uma nova bandeira tarifária, que recebeu o nome de “escassez hídrica”.

O novo valor da taxa extra é de R$ 14,20 pelo consumo de 100 kilowatts hora.

“Os reservatórios estão muito baixos e estamos tendo que usar termelétricas, que consomem combustível que é caro, e a consequência é que, primeiro, tinha um rombo na conta bandeira de mais de R$ 5 bilhões e se estima que até novembro, vai gastar mais R$ 8 bilhões com o combustível das térmicas e importação da energia de Argentina e Uruguai”, disse.

Ele reforça que o rombo de quase R$ 14 bilhões tinha que ser coberto e a forma possível era o aumento da bandeira.

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