IBGE prevê safra nacional recorde de 258,9 milhões de toneladas em março deste ano

Arroz, milho e soja – os três principais produtos – representam 92,2% da produção e 87,7% da área a ser colhida

Segundo o estudo, março de 2021 registrou 253,2 milhões de toneladas, 2,3% a menos do que a esperada para este ano
Segundo o estudo, março de 2021 registrou 253,2 milhões de toneladas, 2,3% a menos do que a esperada para este ano James Baltz/ Unsplash

Nathalie Hanna Alpacada CNN*

no Rio de Janeiro

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Depois de apresentar queda na produção no ano passado, a expectativa é que março bata recorde na safra nacional de cereais, grãos, oleaginosas (nozes, pistache, castanhas, avelã e amêndoas) e algodão com 258,9 milhões de toneladas.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (7).

Segundo o estudo, em março do ano passado foram 253,2 milhões de toneladas, 2,3% a menos (5,7 milhões de toneladas).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), produzido mensalmente pelo órgão federal, aponta que o arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da safra brasileira.

Somados, eles representam 92,2% da estimativa da produção nacional e 87,7% da área a ser colhida.

Em relação a 2021, houve acréscimos de 8,3% na área do milho, de 11,1% na área do algodão herbáceo e de 3,8% na da soja.

Segundo o IBGE, espera-se que a produção de soja totalize 116,2 milhões de toneladas, com redução de 13,9% em relação ao produzido no ano passado.

O Instituto explica que essa redução na produção ocorreu por conta dos efeitos adversos proporcionados pela estiagem, que castigaram o desempenho das lavouras de verão nos estados do centro-sul do país.

Já a produção do milho foi estimada em 111,9 milhões de toneladas, com crescimento de 27,4% em relação ao ano anterior.

A safra do arroz, por sua vez, apresenta uma queda de 8,0% frente ao produzido em 2021, com apenas 10,7 milhões de toneladas.

Segundo a pesquisa, é de se esperar uma conjuntura climática mais benéfica para a segunda safra de milho em 2022.

O ano agrícola não atrasou e o plantio da soja foi realizado, em sua maior parte, na época ideal, o que favoreceu o plantio para o milho da segunda safra.

Entre as unidades da Federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 30,8%, seguido pelo Paraná (13,8%), Rio Grande do Sul (9,2%), Goiás (10,4%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (6,5%). Juntos, eles representam 79% do total nacional.

*Sob supervisão de Maria Mazzei

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