Inflação de setembro veio menos pior que o esperado, diz Campos Neto

Mesmo admitindo a importância das expectativas de inflação na política monetária, presidente do BC reforçou que o Banco não pretende mudar a linha do que vem seguindo nos últimos meses

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (19.dez.2019)
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (19.dez.2019) Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Anna Russido CNN Brasil Business

em Brasília

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou que a inflação de setembro, divulgada nesta sexta-feira (8), veio menos pior do que o esperado. No entanto, ele ponderou que, ainda assim, o número de 1,16% é o pior para o mês.

“Em setembro há sinais mistos: o número hoje (IPCA) foi melhor do que esperávamos, mas pior do que o estimado há alguns meses. Também foi o pior para o mês”, observou durante evento com investidores estrangeiros, promovido pelo Itaú BBA.

Segundo ele, a inflação do setor de serviços também foi melhor do que o esperado, mas destaca-se a pressão sobre alimentos e energia.

“Nossa inflação está muito alta, mas há países próximos do Brasil também. As expectativas de inflação subiram bastante para 2021, pode piorar ainda mais com o reajuste da gasolina”, admitiu.

Mesmo admitindo a importância das expectativas de inflação na política monetária, Campos Neto reforçou que o BC não pretende mudar a linha do que vem seguindo nos últimos meses.

“Tentaremos não mudar muito (política monetária) a não ser que vejamos algo muito diferente. […] Com a inflação em alta, não é o momento para mudar arcabouço da política monetária”, comentou.

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