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    “Inflação do aluguel” sobe 1,83% em fevereiro; em 12 meses, alta é de 16,12%

    Em fevereiro de 2021, o índice havia subido 2,53% e acumulava alta de 28,94% em 12 meses

    Apartamento com anúncios de aluguel em Copacabana, no Rio de Janeiro
    Apartamento com anúncios de aluguel em Copacabana, no Rio de Janeiro Apartamento com anúncios de aluguel em Copacabana, no Rio de Janeiro 13/06/2016 REUTERS/Ricardo Moraes

    Ligia Tuondo CNN Brasil Business

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    Conhecido como “inflação do aluguel” — por ser usado para reajustar grande parte de contratos do setor — o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) subiu 1,83% em fevereiro, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta sexta-feira (25).

    A variação veio em linha com as expectativas de analistas de mercado e muito próxima à verificada em janeiro, quando foi de 1,82%.

    Com este resultado o índice acumula alta de 3,68% no ano e de 16,12% em 12 meses. Em fevereiro de 2021, o índice havia subido 2,53% e acumulava alta de 28,94% em 12 meses.

    Commodities, como soja, milho e combustíveis, foram a maior influência da inflação do produtor, destaca o estudo, com destaque para o diesel, que foi de 2,30% para 5,53% em fevereiro. “A contribuição desses três itens respondeu por 45% da taxa apurada pelo IPA”, afirma André Braz, coordenador dos índices de preços, em nota.

    Vale ressaltar que o IGP-M é composto por três subíndices: o IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado), o IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado) e o INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado).

    IPA

    O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) subiu 2,36% em fevereiro, ante 2,30% em janeiro. O subíndice teve grande influência do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 1,11% para 6,89%, no mesmo período, diz a FGV.

    O subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção também tiveram variação significativa de janeiro para fevereiro, de queda de 0,19% para alta de 5,40%.

    IPC

    O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou 0,33% em fevereiro, ante 0,42% em janeiro. Nesse subíndice, cinco das oito classes de despesa tiveram queda mensal.

    A FGV destaca como principal contribuição o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,94% para -0,10%). “Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 4,27% em janeiro para 2,02% em fevereiro”, diz o estudo.

    Outro destaque entre as quedas foram os grupos Vestuário (1,17% para 0,20%), Habitação (0,33% para 0,13%), Alimentação (1,15% para 1,08%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,07% para 0,05%).

    “Nestas classes de despesa, vale mencionar os seguintes itens: roupas (1,29% para 0,32%), condomínio residencial (1,45% para 0,01%), frutas (8,51% para 3,64%), plano e seguro de saúde (-0,29% para -0,49%)”.

    Do lado das altas, vêm os grupos Transportes (-0,17% para 0,26%), Comunicação (0,13% para 0,38%) e Despesas Diversas (0,14% para 0,16%).

    INCC

    O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) variou 0,48% em fevereiro, ante 0,64% em janeiro. Nesse, as variações foram: Materiais e Equipamentos (1,05% para 0,56%), Serviços (1,28% para 1,69%) e Mão de Obra (0,14% para 0,19%).

     

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