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    Intenção de consumo das famílias no Brasil cresce 11% em um ano, aponta CNC

    Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo mostra que o índice passou de 70,7 pontos, em abril de 2021, para 78,5 no mesmo mês deste ano

    Lucas JanoneFilipe Brasilda CNN

    no Rio de Janeiro

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    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no Brasil subiu 11,1% em um ano, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (19) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De abril de 2021 até o mesmo mês de 2022, o índice passou de 70,7 para 78,5 pontos.

    Esse é o maior nível da ICF desde maio de 2020, quando o indicador chegou a 81,7 pontos. Economista da CNC, Fabio Bentes afirma que, apesar da tendência apontada pelos números, o crescimento real do consumo pode não aparecer na prática, influenciado por fatores econômicos.

    “O estudo mostra que as pessoas estão vendo as condições de consumo de forma um pouco mais favorável. Comparando com a trajetória recente, é uma melhora em relação à situação crítica que se apresentava nos piores momentos da pandemia”, diz o economista.

    “Por outro lado, sabemos que a inflação alta complica a subida do consumo, assim como o aumento dos juros, que dificulta o crédito.”

    As informações da CNC são obtidas com base em 18 mil questionários, analisados mensalmente. O índice abaixo de 100 pontos indica uma percepção de insatisfação do entrevistado, enquanto acima de 100 (com limite até 200), aponta satisfação em termos de emprego, renda e capacidade de consumo.

    De acordo com a CNC, em abril deste ano, o índice apresentou o quarto aumento mensal consecutivo, de 2,7%. Apesar do crescimento, a ICF está abaixo dos 100 pontos desde abril de 2015, quando alcançou 102,9 pontos.

    Entre os indicadores levantados pela pesquisa, houve destaque positivo para o Emprego Atual, que subiu 16,9% em um ano e atingiu 103,9 pontos. Já o índice que mais cresceu de março para abril foi a Perspectiva Profissional (5,7%), chegando a 94,9 pontos.

    Bentes afirma que os indicadores econômicos têm demonstrado uma retomada da economia para níveis semelhantes aos do fim de 2019 e início de 2020.

    “Percebemos que o faturamento no comércio vem evoluindo e os preços do atacado subindo, mesmo que lentamente, mas a previsão para o PIB esse ano é de estabilidade, de crescer apenas 0,5%. Então penso que estamos voltando para níveis pré-pandemia, mas os números positivos se devem mais pela situação muito degradada de 2020 do que por um real crescimento da economia”, afirma.

    Para a CNC, apesar da retomada, a incerteza em relação ao futuro, causada pela guerra na Ucrânia e pelas dificuldades econômicas internas, gerou uma desaceleração do avanço do Consumo Atual, que cresceu apenas 1,2% em um mês.

    Situação semelhante à da Perspectiva de Consumo, que teve a menor variação mensal positiva, de apenas 0,1%.

    Os únicos indicadores que tiveram queda foram o Momento para Duráveis, com diminuição de 4,3%, e ainda o Acesso ao Crédito, que caiu 2,1%. Segundo o economista Fabio Bentes, o aumento da taxa de juros dificulta o acesso ao crédito.

    Em março deste ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou o nono aumento consecutivo na taxa básica de juros (Selic), de 10,75% ao ano para 11,75% ao ano.

    A pesquisa da CNC é composta por sete itens. Quatro deles – Emprego Atual, Renda Atual, Compra a Prazo e Nível de Consumo Atual – comparam a percepção do consumidor em relação ao mesmo período no ano anterior.

    A perspectiva de melhoria profissional é feita para os seis meses seguintes; as expectativas de consumo, para os três meses seguintes; e a aquisição de bens duráveis diz respeito ao momento atual.

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