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    Intenção de consumo entre brasileiros cresce pelo sexto mês consecutivo, diz CNC

    Segundo a confederação, o otimismo dos brasileiros pode ser atribuído às medidas de suporte à renda e à evolução positiva do mercado de trabalho

    Mesmo com a desaceleração do consumo atual, os resultados positivos do emprego incentivaram o otimismo das famílias
    Mesmo com a desaceleração do consumo atual, os resultados positivos do emprego incentivaram o otimismo das famílias Foto: @claybanks/Unsplash

    Lucas JanoneIsabelle Resendeda CNN

    em Rio de Janeiro

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    Apesar da inflação e dos juros mais altos, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no Brasil alcançou 80,2 pontos em junho, superando os resultados do mês nos dois anos anteriores, segundo a pesquisa divulgada nesta sexta-feira (1) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    O índice cresceu pelo sexto mês seguido.

    Segundo a CNC, o otimismo dos brasileiros pode ser atribuído às medidas de suporte à renda e à evolução positiva do mercado de trabalho.

    Nesta quinta-feira (30), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego no país chegou a 9,8% no trimestre encerrado em maio – o menor patamar para o período desde 2015.

    Mesmo com a recuperação em 2022, o estudo mostra um mercado ainda pouco aquecido, já que a CNC considera um resultado positivo somente a partir de 100 pontos.

    A título de curiosidade, em junho de 2021, ainda com a escassez de vacinas contra Covid-19 no país e os desafios impostos pela pandemia, o otimismo chegou a 67,5
    pontos.

    O levantamento da CNC mostra que, neste primeiro semestre, a intenção de consumo aumentou tanto para os homens quanto para as mulheres: 19,2% e 19,5%, respectivamente.

    Ainda assim, segundo a pesquisa, os homens se mostraram mais dispostos a consumir. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o diferencial da ICF entre os gêneros aumentou de 5,5 para 6,4 pontos.

    Na avaliação por renda, as famílias com ganhos acima de dez salários mínimos (até cerca de 12 mil reais) costumam ter maior poder de consumo. No entanto, o aumento da intenção de consumo das famílias de menor renda foi mais intenso em 2022.

    Esse movimento, segundo a CNC, comprova os “efeitos dos programas de renda e da melhora do mercado de trabalho, tendo em vista que as escolhas de consumo nas classes mais baixas são mais influenciadas pelas flutuações econômicas, por conta de o orçamento familiar ser mais apertado.”

    Entre os indicadores avaliados na pesquisa, em junho, o de Emprego Atual foi o único no qual as famílias se mostraram satisfeitas, marcando 107,4 pontos. O grau de segurança no emprego foi o mais alto desde abril de 2020. No entanto, os desafios da elevação dos juros desaceleraram o crescimento do indicador de Acesso ao Crédito.

    O resultado do primeiro semestre aponta queda de 2,7%, o que aponta que as famílias estão enfrentando maiores dificuldades para contratar empréstimos e financiamentos.

    A perspectiva das famílias é que a evolução observada no mercado de trabalho permaneça até o fim do ano, com a Perspectiva Profissional tendo novamente o maior crescimento do mês (5,4%). Para os mais jovens, menores de 35 anos, o indicador já se encontra em nível satisfatório, 110,8 pontos.

    Mesmo com a desaceleração do consumo atual, os resultados positivos do emprego incentivaram o otimismo das famílias, tanto que a Perspectiva de Consumo para o próximo trimestre foi o índice com maior alta na primeira metade do ano (19,7%).

    O levantamento tem o objetivo de antecipar o potencial das vendas no comércio. A pesquisa é composta por sete itens: Emprego Atual, Renda Atual, Acesso ao Crédito e Nível de Consumo Atual e comparam a percepção do consumidor em relação a igual período do ano anterior

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