Leilão de áreas de exploração de petróleo e gás tem 5 de 92 blocos arrematados

A rodada não recebeu ofertas para os setores que envolviam campos de exploração petrolífera nas bacias de Pelotas e Potiguar

Marta Nogueirada Reuters

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A 17ª Rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás, sob regime de concessão, negociou apenas cinco blocos de 92 ofertados pela reguladora ANP (Agência Nacional do Petróleo), somando bônus de assinatura total de R$ 37,14 milhões, com a anglo-holandesa Shell sendo a única operadora a realizar lances.

A Shell arrematou um bloco em parceria com a Ecopetrol e os quatro demais sozinha.

“Não pode ser considerado, em qualquer perspectiva, um fracasso. É um leilão de resultado positivo, que abre possibilidade de abertura de nova fronteira exploratória”, disse Rodolfo Saboia, diretor-geral da ANP.

“Os próximos, com cenário mais definido, crescimento da economia global mais consistente, podemos ter esses blocos oferecidos em oferta permanente e ser adquiridos a posterior”, completou Saboia.

O leilão ofertou 92 blocos marítimos nas bacias de Campos, Santos, Pelotas e Potiguar, e teve apenas nove empresas inscritas, menor número já registrado para um leilão de concessão no país.

A rodada não recebeu ofertas para os setores que envolviam campos de exploração petrolífera nas bacias de Pelotas e Potiguar.

A inclusão das duas áreas foi criticada por ambientalistas. A primeira, por abrigar comunidades pesqueiras e ser rota da Baleia Franca. E, a segunda, por riscos a áreas de proteção ambiental, como Fernando de Noronha e Atol das Rocas.

Não houve propostas para setores localizados na Bacia de Santos.

O maior valor oferecido foi de R$ 9,1 milhões. As áreas arrematadas tem investimento previsto de R$ 136,4 milhões.

(Com reportagem de Stefano Sales, da CNN)

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