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    Mais da metade dos domicílios no Brasil está abaixo da linha da pobreza, diz estudo

    À CNN Rádio, Lucas Assis, da consultoria responsável pelo levantamento, afirmou que a desigualdade deve continuar no país

    Para Lucas, o Brasil possui um “grande número de pobres e pequeno número de muito ricos"
    Para Lucas, o Brasil possui um “grande número de pobres e pequeno número de muito ricos" Foto: Amanda Perobelli - 02.abr.2020/Reuters

    Amanda GarciaBel Camposda CNN

    em São Paulo

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    Um estudo realizado pela Consultoria Tendências apontou que mais da metade dos domicílios brasileiros está abaixo da linha da pobreza.

    Segundo ele, 50,7% recebem renda mensal domiciliar de até R$ 2,9 mil, pertencentes às classes D e E. Enquanto 33,3% têm rendimentos entre R$ 2,9 mil e R$ 7,1 mil.

    A classe B, com renda entre R$ 7,1 mil e R$ 22 mil, representa 13,2% e a classe A, com rendimento superior a R$ 22 mil, equivale a 2,8%.

    “A pesquisa contempla diferentes fontes de dados, com indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Governo Federal, para descrever o cenário do Brasil”, explicou Lucas Assis, da Consultoria Tendências.

    À CNN Rádio, ele destacou que o estudo é importante porque “o país tem uma distribuição significativa do ponto de vista geográfico e social, e coloca foco sobre os grupos que apresentam maior vulnerabilidade econômica”.

    Entre os mais vulneráveis, de acordo com o levantamento, estão as mulheres, jovens, pessoas pretas ou pardas, as com menor escolaridade e também da região Nordeste.

    “Mesmo antes da chegada da pandemia, havia desigualdade. Com a chegada da pandemia, um cenário não positivo piorou ainda mais, os grupos de maior vulnerabilidade sofreram com a alta da inflação, deterioração do mercado de trabalho, e, hoje, o país conta com mais da metade dos domicílios abaixo da linha da pobreza”, disse.

    Para Lucas, o Brasil possui um “grande número de pobres e pequeno número de muito ricos” e “não deve apresentar mobilidade social significativa nos próximos anos”, devido, especialmente, à situação do desemprego.

    “Temos muitos ocupados que trabalham menos horas do que gostariam e são subocupados. Nos próximos anos, não devemos apresentar taxa de desemprego abaixo de dois dígitos. É um cenário desafiador para superar a pobreza”, completou.

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