Marco de Garantias será um grande alavancador da economia, diz Campos Neto

Segundo o presidente do Banco Central, projeto de estímulo ao crédito também melhorará perfil da dívida pública

Presidente do Banco Central participou de evento de lançamento de projeto para crédito
Presidente do Banco Central participou de evento de lançamento de projeto para crédito REUTERS/Adriano Machado

Anna Russida CNN

em Brasília

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou que o Novo Marco de Garantias, lançado pelo governo federal nesta quinta-feira (25), terá papel fundamental na recuperação econômica, atuando como “grande alavancador”.

Ele destacou ainda que a medida melhora o perfil da dívida pública, uma vez que permite maior número de operações com prazos mais longos e taxas mais baixas, quando comparado ao crédito sem garantia.

“Quando trabalhamos no programa percebemos que o Brasil tem um estoque enorme de imóveis, com um grande percentual já pago. Ou seja, tem um volume de ativo fixo na mão das pessoas e que não é usado para alavancar crédito, para gerar recursos. Instrumento que gera crédito, gera dinheiro na economia sem contrapartida fiscal”, explicou.

A medida cria diretrizes para o uso do valor já pago de um imóvel como garantia em operações de financiamento. O mesmo imóvel pode ser utilizado como garantia em mais de um empréstimo.

Campos Neto ainda observou o potencial de aumento das atividades no setor imobiliário, gerado, em cadeia, mais emprego e renda para trabalhadores.

Para o chefe do BC, o programa melhora o ambiente de negócios e ainda promove maior inclusão. “O potencial do crédito imobiliário é totalmente subutilizado no Brasil e entendemos como um grande alavancador da economia. Temos um enorme potencial de ativos que não estão sendo utilizados”, reforçou.

Tecnologia é ferramenta

Campos Neto também defendeu a tecnologia como a melhor e mais eficiente ferramenta de inclusão. Nesse sentido, ele destacou a criação do Pix, com pagamentos instantâneos, e antecipou que o BC terá um projeto piloto da moeda digital já em 2022.

Segundo ele, o Pix já retirou mais de 40 bilhões de papéis moeda do mercado. “O Pix custou R$ 15 milhões e é a maior revolução que tivemos no mundo de pagamentos recente. Então, eu digo que a tecnologia é o instrumento mais eficiente e mais democratizante que temos”, completou.

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