Mercado reduz previsão para PIB e eleva de inflação, juros e dólar, mostra Focus

Pela primeira vez após meses, a média das previsões dos agentes financeiros para o Produto Interno Bruto (PIB) 2021 recuou para menos de 5%, a 4,97%

Celular e um gráfico: taxa básica de juros deve subir nos próximos dois anos
Celular e um gráfico: taxa básica de juros deve subir nos próximos dois anos Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Anna Russida CNN

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A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu para 8,96% em 2021 e 4,40% em 2022. Há um mês, as estimativas eram de 8,45% e 4,12%, respectivamente.

Os números são do Boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (25). O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.

De acordo com a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o IPCA não deveria ultrapassar os 5,25% este ano. O centro da meta é de 3,75%, no entanto, a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo permite que o índice varie de 2,25% a 5,25%.

Com o ritmo da pressão inflacionária e o aumento das perspectivas ficais, o mercado também eleva a expectativa para a taxa básica de juros. A Selic é o principal ferramenta da autoridade monetária de controle inflacionário.

Os analistas estimam que a Selic deve terminar 2021 em 8,75% ao ano. É esperado ainda que a taxa alcance 9,5% a.a em 2022.

Atualmente, a taxa está em 6,25% a.a. No entanto, o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) se reúne nesta semana para decidir nova alta.

Enquanto o mercado financeiro segue avançando suas expectativas para a inflação deste e do próximo ano, as projeções para o crescimento econômico nos dois períodos recuam.

Pela primeira vez após meses, a média das previsões dos agentes financeiros para o Produto Interno Bruto (PIB) 2021 recuou para menos de 5%, a 4,97%. Para 2022, é esperada alta de 1,40% na atividade econômica.

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