Dólar sobe a R$ 5,17 e Ibovespa fecha em alta de 0,17% após ata do Fed

Moeda norte-americana encerrou com valorização de 0,54%, enquanto o principal índice da B3 terminou aos 113.707,76 pontos, renovando as máximas em quatro meses

João Pedro Malar, em São Paulo
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O dólar fechou em alta de 0,54%, a R$ 5,168, nesta quarta-feira (17), reduzindo parte da alta registrada ao longo da sessão após o mercado reforçar apostas de uma alta menor de juros nos Estados Unidos em setembro com a divulgação da ata da reunião de julho do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

A cotação deixou as máximas em torno de R$ 5,18 vistas pouco antes da divulgação da ata do banco e tomou ainda mais distância do pico intradiário alcançado ainda pela manhã, de R$ 5,215.

O Ibovespa também encerrou em leve alta, de 0,17%, aos 113.707,76 pontos, beneficiado por uma redução da aversão a riscos por parte dos investidores, que reagiram positivamente às sinalizações do banco central norte-americano.

O índice renovou as máximas em quatro meses, fechando no maior patamar desde 20 de abril (114.343 pontos).

Em ata, os dirigentes do banco central dos Estados Unidos apontaram que o ritmo do ciclo de alta de juros dependerá dos próximos dados sobre a economia, mas que será preciso manter os juros em um patamar restritivo por mais tempo.

A visão do Fed de um início de melhora da situação inflacionária reforçou a perspectiva de que a autarquia começará a realizar elevações menores de juros, em um processo que ainda deve continuar em 2023. O cenário de juros menores beneficia ativos mais arriscados, caso dos do mercado brasileiro.

Na terça-feira (16), o dólar teve alta de 0,94%, a R$ 5,14. Já o Ibovespa avançou 0,43%, aos 113.512,38 pontos, renovando as máximas em quatro meses.

Sentimento global

A forte aversão global a riscos dos investidores, desencadeada por temores sobre uma possível desaceleração econômica generalizada devido a uma série de altas de juros pelo mundo para conter níveis recordes de inflação, aliviou nos últimos dias, refletindo a expectativa de um ciclo de alta de juros menos agressivo nos Estados Unidos.

O processo de elevação da taxa norte-americana continuou em julho com uma nova alta de 0,75 ponto percentual. Entretanto, o Federal Reserve sinalizou que pode realizar altas menores conforme a economia do país já dá sinais de desaceleração, buscando evitar uma recessão.

Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança e favorecem o dólar, mas prejudicam os mercados e as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas.

Os investidores monitora ainda a situação da economia da China, que também dá sinais de desaceleração ligados a uma série de lockdowns em cidades relevantes. A expectativa é que o governo chinês intensifique um esforço para estimular a economia, mas com dificuldades para reverter um quadro de baixo consumo pela população, que impacta a demanda do país por commodities.

No cenário doméstico, a PEC dos Benefícios, que cria ou expande benefícios sociais com custo estimado em R$ 41 bilhões, foi mal recebida pelo mercado, já que reforça o risco fiscal ao trazer novos gastos acima do teto.

O Ibovespa e o real foram prejudicados pelo cenário, mas um aparente otimismo maior no mercado vem permitindo uma recuperação.

Sobe e desce da B3

Veja os principais destaques do pregão desta quarta-feira:

Maiores altas

  • Cemig (CMIG4) +5,67%;
  • Copel (CPLE6) +4,48%;
  • CSN (CMIN3) +4,42%;
  • Pão de Açúcar (PCAR3) +4,30%;
  • Sabesp (SBSP3) +4,23%

Maiores baixas

  • Americanas (AMER3) -6,13%;
  • Via (VIIA3) -6,08%;
  • Yduqs (YDUQ3) -5,56%;
  • Qualicorp (QUAL3) -4,57%;
  • Meliuz (CASH3) -4,35%

 

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*Com informações da Reuters

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