Sob otimismo do mercado externo, dólar fecha estável e bolsa recua

Investidores internacionais se animam com a possibilidade de a China controlar rapidamente novo surto de Covid-19. Ruídos internos seguem prejudicando mercado local

Reuters

Leonardo GuimarãesMatheus PradoCleber Souzado CNN Brasil Business*

São Paulo

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Em sessão de recuperação nos principais mercados, o dólar fechou o pregão desta segunda-feira (23) em leve queda, beirando a estabilidade. A moeda norte-americana cedeu 0,05%, para R$ 5,382.

Na B3, o Ibovespa também teve dificuldades para firmar tendência de alta no início da semana, após cair 2,5% no período anterior. No encerramento da sessão, o índice fechou com queda de 0,49%, aos 117.441 pontos.

 

Globalmente, investidores repercutiram boas notícias vindas da China: autoridades informaram que não houve nenhum caso de Covid-19 no país pela primeira vez desde o mês passado, o que aumenta esperanças de o surto pode ser controlado em breve.

Por aqui, o mercado segue monitorando a crise institucional depois que o presidente Jair Bolsonaro apresentou pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No Boletim Focus desta semana, o mercado financeiro elevou, pela vigésima vez, a projeção para a inflação de 2021. Agora, a estimativa é de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) suba 7,11% neste ano.

Ao mesmo tempo, as perspectivas do mercado financeiro para a atividade econômica deste ano recuaram mais uma vez, de 5,28% para 5,27%.

Enquanto isso, os índices acionários de Wall Street tiveram um rali, com o Nasdaq atingindo uma nova máxima recorde de fechamento, apoiados pela aprovação total concedida pela FDA a uma vacina contra Covid-19 e em meio a expectativas pelo simpósio de Jackson Hole, que acontecerá nesta semana.

De acordo com dados preliminares, o Dow Jones fechou em alta de 0,61%, a 35.335,71 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,85%, a 4.479,51 pontos, e o Nasdaq subiu 1,55%, a 14.942,65 pontos.

*Com Reuters

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