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    Mercados monitoram economia da Europa, inflação nos EUA e desemprego no Brasil

    Bolsas europeias abriram em queda após divulgação de resultados de PIBs; divulgação do PCE americano é aguardada para esta manhã

    Priscila Yazbekda CNN

    Em São Paulo

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    Nesta sexta-feira (28), os mercados operam de olho em dados sobre as economias de países da Europa, na divulgação da inflação nos Estados Unidos e nos dados de emprego no Brasil.

    Os dados do emprego foram divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desemprego ficou em 11,6%, abaixo dos 12,1% do trimestre fechado em outubro.

    O país, porém, ainda conta 12,4 milhões de desempregados. Mais uma vez, o rendimento registrou queda: foram 11% ao ano, ficando no menor patamar da história. A informalidade segue em 40% e o IBGE destacou que a recuperação no mercado de trabalho continua, mas ressaltou a importância da sazonalidade do fim de ano.

    A PEC dos combustíveis segue no radar dos investidores. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu em reunião com o Palácio do Planalto a isenção de tributos federais ao diesel.

    Segundo o analista da CNN Gustavo Uribe, a discussão aconteceu depois da resistência do mercado à medida que pode gerar perda de arrecadação de R$ 70 bilhões, e é vista como uma “bomba fiscal”. Com a isenção restrita ao diesel, a previsão de perda cai para R$ 20 bi.

    O mercado também monitora a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) preste depoimento hoje, às 14h, à Polícia Federal, como parte do inquérito que apura o vazamento de informações sobre um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    O Ibovespa Futuro cai 0,56%, com 112.399 pontos. O Dólar tem queda de 0,03%, sendo cotado a R$ 5,42. O S&P 500 Futuro também apresenta baixa de 0,86%, com 4.289 pontos.

    Exterior

    No exterior, os futuros americanos operavam em queda nesta manhã. A grande expectativa do mercado fica por conta dos dados da inflação de dezembro nos Estados Unidos, o Personal Consumption Expenditure (PCE), que sai às 10h30.

    Na última quarta-feira, as falas do presidente do Fed, o banco central americano, Jerome Powell, foram mais duras sobre o combate à inflação e fizeram o mercado prever mais aumento de juros no país este ano. Powell, porém, deixou muitas incertezas no ar. Os dados divulgados hoje podem trazer mais pistas dos próximos passos em relação aos juros e estímulos nos EUA.

    Ontem, os dados do PIB mostraram um crescimento de 6,9% da economia americana em termos atualizados – acima da expectativa de 5,7%.

    Nesta manhã, o Nasdaq futuro ensaia uma recuperação após a divulgação de vendas recordes da Apple no quarto trimestre.

    Na Europa, as bolsas caem reagindo aos dados dos PIBs do continente. A Espanha teve o maior crescimento em duas décadas e a França desde 1969, mas os aumentos vêm frente à base fraca do 2020 da pandemia, com dados mostrando desaceleração no último trimestre. O destaque negativo fica por conta da Alemanha, com queda de 0,7% no PIB do quarto trimestre, abaixo das projeções de -0,3%.

    Já na Ásia, as bolsas fecharam mistas. Índices na China fecharam nas mínimas em meses, ainda sob o impacto dos juros americanos e também com investidores vendendo ativos para buscar se proteger de um cenário volátil na véspera da semana do feriado do ano novo chinês, que começa na próxima segunda-feira.

    Agenda do Dia

    Os dados da inflação do aluguel, o IGP-M, foram divulgados nesta manhã, com alta de 1,82% em janeiro – abaixo da previsão de 2,01% feita pelo mercado. Ainda hoje, a nota de crédito e resultado fiscal do Banco Central devem ser divulgadas às 14h30, seguidas por uma coletiva do ministro Paulo Guedes.

    No exterior, a expectativa fica por conta dos dados do PCE nos Estados Unidos e da confiança do consumidor.

     

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