Mercedes-Benz põe 600 trabalhadores em férias coletivas por falta de peças

Segundo o comunicado, os funcionários da montadora ficarão fora da fábrica entre 14 e 25 de março

Caminhões novos em pátio de montadora em São Bernardo do Campo (SP)
Caminhões novos em pátio de montadora em São Bernardo do Campo (SP) 12/02/2015REUTERS/Paulo Whitaker

Por Aluisio Alves, da Reuters

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A Mercedes-Benz colocará 600 trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) em férias coletivas, devido à falta de componentes eletrônicos, informou nesta quinta-feira (24) o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Segundo o comunicado, os funcionários da montadora ficarão fora da fábrica entre 14 e 25 de março. Há possibilidade de outro grupo entrar em coletivas no final do mês.

“No fim de janeiro a empresa estava discutindo jornadas adicionais e contratações para atender o volume de produção, mas depois de alguns dias e com o agravamento da falta de peças já houve cortes no volume e a empresa sinalizou que haverá férias coletivas”, afirmou o coordenador do comitê sindical na Mercedes-Benz, Sandro Vitorian.

Segundo o sindicato, a Mercedes-Benz tem cerca de 8 mil trabalhadores, 6 mil deles na produção.

A montadora confirmou o anúncio das férias coletivas, citando em comunicado que a decisão ocorreu “em razão da crise global de abastecimento de semicondutores“.

“A empresa está avaliando a possibilidade de que outro grupo entre em férias coletivas no final do mês”, afirmou a montadora.

O segmento de caminhões vinha até recentemente sendo bem menos afetado pela crise de falta de peças que outros como automóveis e comerciais leves.

Em janeiro, a produção de caminhões no país caiu 23,7% sobre dezembro, mas cresceu 7,5% ante janeiro de 2021. Enquanto isso, o número de automóveis e comerciais leves montados caiu 31% na comparação mensal e 27,4% na anual, segundo dados da Anfavea, associação de montadoras.

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