Montadoras conseguem mais agilidade na produção com uso do 5G

Projeto experimental em fábrica de Pernambuco já foi capaz de otimizar e tornar o processo mais dinâmico

Bruna Macedoda CNN

Em São Paulo

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Nesta semana foram leiloadas as operações da faixa do 5G no Brasil. A previsão é que a nova tecnologia esteja disponível só em meados de 2022, mas a indústria automobilística já começa a se beneficiar dela.

O 5G está sendo usado, por meio de uma rede privada, no projeto piloto de uma das maiores fábrica automotivas do mundo, que fica no estado de Pernambuco.

O projeto pode ser capaz de revolucionar o futuro da indústria automotiva no país. A fase experimental já foi capaz de otimizar e tornar o processo mais dinâmico.

”Nós priorizamos e partimos de um caso nesse primeiro momento, aplicado diretamente no processo produtivo, onde a gente valida a performance do G5. O que é a performance do 5G? É entender qual a velocidade eu consigo ter nesta conexão”, disse André Souza, CIO da Stellantis para a América do Sul.

Verificação

Para isso, eles conectaram a tecnologia em uma câmera que captura imagens durante o trânsito do veículo na linha de produção por meio de etiquetas de identificação. A eficiência e velocidade do 5G é usada para transmitir os dados para um programa que vai checar, em tempo real, se as peças e dispositivos atendem à qualidade exigida.

Quando está tudo dentro do previsto, o operador pode liberar o veículo. Até então, toda essa averiguação é feita pelo olho humano.

”O ser humano tem uma capacidade de identificar que vai na casa de 85%, e esse processo é superior a 95%. (…) No caso do processo mais automatizado, eu consigo fazer isso com apenas uma repetição”, afirmou Souza.

Vantagens do 5G

A promessa da rede 5G é ser mais potente, veloz e inteligente do que a rede utilizada hoje. A vantagem que se tem com o uso da tecnologia na produção de veículos é tornar o projeto mais interligado.

O sistema é aplicado junto a um programa de inteligência artificial. Dessa forma fica garantida a hospedagem dos mais variados dados e a conexão entre eles.

“Nós conseguimos transmitir um volume de dados importante para internet, processar, trazer essa informação muito rapidamente, para a tomada de decisão.”

A equipe já trabalha com a possibilidade de ampliar o uso do 5G durante outras etapas de fabricação dos veículos. No entanto, o diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade, Fabro Steibel, explica por que a mudança não provocará alterações tão rápidas no mercado.

“Ao ter o 5G, você estará apto a se beneficiar dessas ondas de inovação que virão. A adoção e o impacto na economia será muito gradual. Ele vai começar pela indústria e, com o tempo, a gente vai passar a ver essa economia realmente se beneficiando de ter maior velocidade e maior latência.”

(Publicado por Daniel Fernandes)

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