Mundo vai colocar “pé no freio” para controlar inflação em 2022, diz economista

À CNN Rádio, Reginaldo Nogueira avalia que as medidas econômicas de China e Estados Unidos vão impactar negativamente o Brasil

Pessoas caminham em rua de comércio popular no Rio de Janeiro
Pessoas caminham em rua de comércio popular no Rio de Janeiro Pilar Olivares - 23.dez.2020/Reuters

Amanda Garciada CNN

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A economia global em 2022 “deve esfriar”, segundo o economista e diretor-geral do Ibmec São Paulo e Brasília, Reginaldo Nogueira, em entrevista à CNN Rádio.

Depois do crescimento previsto para 2021, devido à retomada econômica em meio à melhora da pandemia, há um fenômeno que se estabelece, de acordo com o especialista.

“Tem um choque negativo de oferta que pressiona salários e eleva preços, e crescimento da demanda estimulada por políticas monetárias feitas no ano passado para impedir um colapso maior”, explicou.

No caso do Brasil, “tivemos juros muito baixos por muito tempo e estamos colhendo os frutos dessa conjunção, crise de oferta com estímulo à demanda.

”Tudo isso será o “grande desafio de 2022”: “Será preciso controlar a demanda, com taxas de juros, políticas fiscais. Todos os países colocam pé no freio para controlar inflação e impedir ‘bola de neve’ de efeitos mais prolongados.

Reginaldo vê dois cenários relacionados a China e Estados Unidos que preocupam o Brasil. “Nos EUA, há reversão de política monetária, a partir do momento em que os juros começam a se elevar para controlar a inflação, o aumento tem efeitos globais muito relevantes, atrai capital de volta, coloca pressão no câmbio e faz com que economias emergentes, como o Brasil, respondam com aperto monetário”, disse.

Já a China, para o economista, “começa a querer depender menos do crescimento do setor de construção civil e commodities e a mudar matriz de energia limpa, isso implica uma China menos dependente de commodities, que é o grande motor de exportação brasileiro para os chineses.”

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