Não devemos ter queda de preços dos combustíveis em 2022, avalia pesquisador

À CNN Rádio, Rodrigo Leão, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, disse que “conjunto de fatores” explica a alta do preço do petróleo

Abastecimento de combustível
Abastecimento de combustível REUTERS/Max Rossi/File Photo

Amanda Garcia, com produção de Camila Olivoda CNN

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Em entrevista à CNN Rádio, o pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Rodrigo Leão avaliou que “não tem possibilidade” de que haja queda de preços dos combustíveis em 2022.

Ele ressalta, porém, que não devemos ter aumento como no último ano. “A taxa de crescimento deve ser menor, mas depende do conjunto de medidas para eventualmente reduzir o impacto da alta do barril, como criação de fundo de estabilização e reduzir impostos.”

“A depender delas, podemos ter preços mais estáveis, mas a lógica hoje, com a dinâmica de reajuste muito atrelada ao câmbio e preço do barril, é improvável que veja queda no ano de 2022”, completou.

De acordo com o especialista, o preço do barril do petróleo deve bater 100 dólares, mas ele não acredita que não vejo uma alta que vá chegar entre 120 e 130 dólares, como se viu em 2012.

O pesquisador explicou que há um conjunto de fatores que justifica a escalada de preços do petróleo.

“Houve o aumento da demanda com a recuperação das economias globais após o ápice da pandemia, além de os grandes produtores do mundo, a OPEP+, que tem feito um movimento para retomar a oferta de maneira lenta, pressionando os preços para cima.”

Rodrigo lembrou que a OPEP perdeu muito dinheiro durante a pandemia, com o barril de petróleo cobrado a menos de 20 dólares, “e estão agora recuperando a perda”: “Para eles, não há impacto tão grande interno da alta de preços, conseguem atender a demanda e ganham dinheiro exportando.”

Os movimentos geopolíticos também têm responsabilidade, como a crise no Irã e agora as tensões da Rússia com a Ucrânia, que envolve EUA, já que “geram tensões e ameaça de escassez.”

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