No novo normal, compra será mais assertiva, diz presidente de setor de shoppings

Antes da crise, o tempo médio de um frequentador de shopping era de 76 minutos. Nos shoppings que já foram reabertos, a média foi de 25 minutos

Da CNN, em São Paulo

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A inclusão de shoppings da capital paulista na primeira fase do plano de reabertura do estado de São Paulo surpreendeu até mesmo o presidente da Associação Brasileira de Shoppings Centers (ABRASCE), Glauco Humai, que em entrevista para a CNN disse que não esperava a inclusão da cidade nos primeiros protocolos de abertura. Ele afirmou que o “novo normal” irá mudar hábitos da população em relação aos centros comerciais.

“Vamos entrar no novo normal, teremos que nos habituar com menos contato, menos tempo nas operações. Antes o tempo médio de um frequentador de shopping era de 76 minutos. Nos shoppings que já foram reabertos, a média foi de 25 minutos. As compras agora serão mais assertivas.”

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Segundo Humai, as perdas no setor somam mais de R$ 25 bilhões. Apesar disso, já estão abertos no Brasil 155 shoppings e que a reabertura dos estabelecimentos na capital paulista pode ser um “divisor de água” para o setor. “São Paulo abriga um terço dos shoppings do país, então a medida anunciada por Doria é um divisor de águas para o setor. Porém vamos organizar a reabertura em parceria com o prefeitura da capital.”

Para a retomada, Humai explica que o setor irá adotar uma série de medidas de proteção sanitária que visam adequar shoppings para a nova realidade.

“Estacionamentos terão redução de cerca de 50% no número de vagas, e os serviços de vallet não estarão abertos. Todas as entradas terão tapetes bactericidas e o uso de máscaras é recomendado, e obrigatório para cidades que definiram isso. Além disso, elevadores estarão fechados ou com capacidade reduzidas e haverá marcações no chão para manter a distância necessária para a segurança higiênica dos clientes.”

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