Novo presidente da Petrobras não deve interferir na política de preços, diz economista

Em entrevista à CNN, José Márcio Camargo avaliou que a troca no comando da estatal não deve alterar o sistema relacionado ao mercado internacional

Logo da Petrobras em refinaria de Paulínia
Logo da Petrobras em refinaria de Paulínia Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

Ester CassaviaLudmila CandalVinícius Tadeuda CNN

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Diante da indicação de Adriano Pires para a presidência da Petrobras, substituindo o general Joaquim Silva e Luna, o economista José Márcio Camargo considera que o novo presidente da estatal não deve interferir na política de preços dos combustíveis que está em vigor.

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (29), o professor da PUC afirmou que “a política de preços da Petrobras deve estar relacionada ao mercado internacional e aos preços internacionais do petróleo, pelo fato que é uma empresa de capital aberto que deve maximizar seus lucros”. “É assim que o mercado funciona”, completou.

Camargo avaliou que Adriano Pires não irá interferir na política de preços, e classificou o novo presidente da estatal como um “excelente técnico, extremamente competente e que conhece o mercado de petróleo como poucos no Brasil”.

O economista pontuou que, diante de um ano eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PL) está tentando convencer a sociedade de que não tem responsabilidade o aumento dos preços dos combustíveis. “É uma tentativa de se desvencilhar desse problema que é extremamente impopular”, disse.

De acordo com o professor, os presidentes da Petrobras costumam ocupar o cargo máximo da empresa por um ano e sete meses. “É muito ruim para uma empresa como a Petrobras ter presidentes tão pouco longevos”, pontuou.

“No caso do Brasil, em que a maior empresa de petróleo do país é uma estatal, as questões políticas acabam dominando o processo”, finalizou Camargo.

Veja a íntegra da entrevista no vídeo acima

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