Nubank troca de comando e Cris Junqueira assume operação no Brasil

David Vélez, cofundador da startup, segue como presidente global; foco é expandir o roxinho para outros países da América Latina

Foto: Nubank / Divulgação

Tamires Vitorio, do CNN Brasil Business, em São Paulo

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O Nubank realizou esta quinta-feira (1º) uma “reorganização em sua estrutura no Brasil”, deixando Cristina Junqueira no comando da operação da startup no país com o cargo de diretora-presidente, enquanto o CEO da companhia, David Vélez, segue como “presidente global”. 

A alteração, segundo a empresa, é “um passo natural para organizar a governança e apoiar a expansão internacional do grupo”. Em entrevista ao CNN Brasil Business em janeiro deste ano, Vélez explicou os planos de expandir o Nubank para outros países da América Latina, como no México, onde, por exemplo, apenas 10% da população têm acesso a cartão de crédito.

Logo, Velez se voltará para a expansão internacional enquanto Junqueira tocará o dia a dia da operação brasileira. 

“A expansão para o México e Colômbia está precisando de muito investimento.  E estamos muito contentes com as métricas que estamos conquistando nesses países e queremos partir para um crescimento agressivo para nos solidificar como o maior banco da América Latina”, disse ele à época.”

Vélez também salientou que “o Brasil continua sendo prioritário”, mesmo com a expansão. Afinal, trata-se do maior mercado da América Latina, tanto em população quanto PIB.

“Queremos bancarizar melhor aqueles que estão bancarizados. Muitos pagam as maiores tarifas do mundo. Pagam muito caro e recebem muito pouco. Para eles, queremos melhorar o serviço. Para a outra metade, que não tem acesso e tem dinheiro debaixo do colchão, queremos trazer facilidade. Com isso, temos que criar produtos”, afirmou. 

Também em janeiro deste ano, o Nubank recebeu um aporte de US$ 400 milhões, o que colocou a empresa na lista das cinco empresas mais valiosas da América Latina, deixando o posto de unicórnio (empresa avaliada em mais de US$ 1 bilhão), para se tornar um animal com muitos outros chifres e uma avaliação de mercado de cerca de US$ 25 bilhões. 

*Esta reportagem está sendo atualizada 

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