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    Oito municípios concentravam cerca de 25% do PIB em 2019, aponta IBGE

    Juntas, São Paulo e Rio de Janeiro representam 15% da produção de riquezas do país

    Concentração de geração de riqueza de algumas cidades se deve, principalmente, ao desenvolvimento econômico histórico de cada região, explica especialista
    Concentração de geração de riqueza de algumas cidades se deve, principalmente, ao desenvolvimento econômico histórico de cada região, explica especialista Foto: Bruno Domingos/Reuters

    Lucas Janoneda CNN

    no Rio de Janeiro

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    Apenas oito cidades brasileiras, num total de 5.570 no país, concentravam cerca de 25% da produção de riqueza do Brasil em 2019.

    Os dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país fazem parte de um levantamento, divulgado nesta sexta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    Do PIB em 2019,

    • São Paulo foi responsável por 10,3%
    • Rio de Janeiro, 4,8%
    • Brasília, 3,7%, na produção de bens e serviços produzidos
    • Belo Horizonte e Curitiba representam, cada uma, 1,3%
    • Manaus, Porto Alegre e Osasco representam 1,1% cada.

     

    “A concentração de geração de riqueza de algumas cidades se deve, principalmente, ao desenvolvimento econômico histórico de cada região. São Paulo, por exemplo, se beneficiou primeiro da produção do café e depois da industrialização”, disse o economista da FGV, Renan Pieri.

    “É natural que exista uma concentração espacial da riqueza em determinados locais do país, isso acontece em todos os lugares do mundo. Isso é um problema visto que alguns locais do país não têm tanta capacidade de desenvolvimento e geração de riqueza. O que precisamos fazer é buscar vocações nas regiões menos desenvolvidas para que elas possam ser incentivadas e promovidas.”

    Apesar de ainda concentrada em poucos municípios, a economia do país começou a ser mais bem distribuída ao longo dos anos, de acordo com o IBGE.

    Em 2002, por exemplo, apenas quatro cidades brasileiras concentravam aproximadamente 25% da economia nacional. Eram elas São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

    Dentro do período, as quedas mais acentuadas foram registradas em São Paulo com 2,3% e no Rio de Janeiro, 1,5%. A redução na capital paulista explica-se pela diminuição relativa das transações financeiras.

    Já o Rio reduziu seu peso na indústria do país. Em contrapartida, os municípios com maior ganho de participação no PIB do país foram Maricá (RJ), Saquarema (RJ), Parauapebas (PA), Brasília (DF) e São José dos Pinhais (PR).

    Principais setores econômicos do país em 2019

    O IBGE aponta que 25% de toda produção agrícola do Brasil, em 2019, veio de apenas 149 municípios, sendo que 64,4% estão localizados no Sul e no Centro-Oeste do país.

    Os cinco municípios com os maiores valores foram São Desidério (BA), Sorriso (MT), Rio Verde (GO), Diamantino (MT) e Campo Novo do Parecis (MT). A cana-de-açúcar e a soja foram os produtos de destaque no período.

    Já o setor industrial do país ficou concentrado em 18 cidades brasileiras.

    A cidade de São Paulo, na primeira posição, representava 4,1% do segmento. Logo em seguida apareciam o Rio de Janeiro, com 2,6%, e Manaus, com 2,2%, devido à Zona Franca, que concede uma cobrança diferenciada de impostos.

    Nos Serviços, três municípios somavam quase 25% do total dessa atividade no Brasil em 2019: São Paulo, com 14,9%, Rio de Janeiro, com 5,1%, e Brasília (DF), com 3,5%.

    Segundo o IBGE, 41 cidades acumularam metade da participação total no segmento em 2019

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