ONS prevê aumento nos reservatórios de principal subsistema pelo 3° mês seguido

Com a recuperação hídrica do subsistema, o volume dos reservatórios ao final deste mês só não será maior do que em julho

Reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste podem atingir 25,7% da capacidade máxima até o final de dezembro
Reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste podem atingir 25,7% da capacidade máxima até o final de dezembro 14/01/2013REUTERS/Paulo Whitaker

Lucas Janoneda CNN

no Rio de Janeiro

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Responsável por cerca de 70% da geração de energia do Brasil, os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste devem registrar um aumento de 6% no volume hídrico, podendo atingir 25,7% da capacidade máxima até o final de dezembro.

Caso a projeção se concretize, será o terceiro mês de alta registrado pelo principal subsistema do país. Em setembro, os níveis das usinas eram de 16%. Com a recuperação hídrica do subsistema, o volume dos reservatórios ao final deste mês só não será maior do que em julho, quando os níveis estavam em 25,9%.

Dados compilados pela CNN mostram que o subsistema atingiu seu pior momento em setembro, quando os reservatórios registravam 16% da capacidade hídrica total. Os bons resultados estão relacionados, principalmente, ao início do período chuvoso no país. Os resultados fazem parte do boletim mais recente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que foi divulgado nesta sexta-feira (3).

De acordo com o ONS, os reservatórios do Nordeste e do Norte também devem apresentar melhores níveis de armazenamento até o fim de dezembro. Segundo o boletim, os reservatórios das regiões terão 47,5% e 44,1% da sua capacidade máxima no período. Atualmente, os subsistemas registram 38,2% e 32,8%, respectivamente.

Apenas o Sul do Brasil apresentou uma piora no cenário hídrico para o mês de dezembro, com uma queda dos atuais 51,4% de sua capacidade para 32,2%.

Aumento na carga

O boletim do ONS também registra um aumento na carga demandada de 0,9% em dezembro, na comparação com o mesmo período de 2020.

Com isso, o Sistema Interligado Nacional (SIN) deverá chegar a uma carga de 71.672 MW médios.As previsões levam em consideração uma melhora no desempenho do setor de serviços, devido ao avanço da cobertura vacinal e da redução do número de casos de Covid-19. O informe ainda destaca a confiança industrial como fator importante para o aumento da carga do país. 

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