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    ONU: Desastres ligados a mudanças climáticas ocasionaram mais de US$ 3,6 tri em perdas

    À CNN Rádio, o economista da FGV, Matheus Peçanha, avaliou que o relatório é ‘impressionante’

    Enchentes em Jacarta, Indonésia, em fevereiro de 2021
    Enchentes em Jacarta, Indonésia, em fevereiro de 2021 UNICEF/Wilander

    Amanda Garcia, com produção de Bel Camposda CNN

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    Um relatório lançado pela Organização Mundial Meteorológica, da ONU, apontou que desastres relacionados às mudanças climáticas mataram, em média, 115 pessoas diariamente, no período de 1970 até 2019.

    O Atlas da Mortalidade e das Perdas Econômicas por Extremos Climáticos, Hídricos e do Tempo também indica que 91% das mortes por eventos climáticos aconteceram em países em desenvolvimento.

    A alta na mortalidade também traz consigo perdas econômicas importantes. Em entrevista à CNN Rádio, o pesquisador e economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Matheus Peçanha, avalia o documento como “impressionante”.

    “São mais de 3,6 trilhões de dólares perdidos por fenômenos climáticos”, alertou.

    A perda, segundo o especialista, acontece em duas frentes: “Os fenômenos climáticos devastam a atividade econômica, como a agropecuária, pastos e até instalações. E o capital humano que, além da dor da perda pelos familiares, é mão de obra já qualificada.”

    Peçanha reforça que a solução passa por gestão de risco: “Não se pode deixar para remendar o barco quando já está afundando, vai ter um gasto e esforço muito maior e não vai resolver o problema a longo prazo, vai acabar nessa recorrente perda de capital humano.”

    Ele citou o exemplo do Rio de Janeiro: “Todo mundo sabe que, no verão, tem esse problema de queda de encostas, é preciso elencar prioridades e estabelecer leis orçamentárias de acordo com essas necessidades.”

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