Pandemia mudou comportamento do brasileiro sobre reservas financeiras, diz FGV

À CNN Rádio, a pesquisadora Claudia Perdigão, disse que pandemia trouxe reflexão aos consumidores e empresas

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Investimentos Andre Taissin no Pexels

Amanda Garcia com produção da Bel Camposda CNN

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Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) avaliou a saúde financeira de consumidores e empresas, em especial a respeito das reservas financeiras. Em entrevista à CNN Rádio, a economista e pesquisadora Claudia Perdigão explicou que “houve um aumento da constituição de reserva entre novembro e julho deste ano.”

Este aumento, de acordo com ela, se deu por todas as faixas econômicas, inclusive entre os mais pobres, embora exista diferença com relação à utilização das reservas, a depender da renda.

“Observamos entre as faixas de renda mais baixas que existe pretensão para pagamento de despesas correntes e dívidas, enquanto nas taxas de renda mais altas, a intenção é mais alta com gastos de lazer, percentual alto indicando a pretensão de viagens, por exemplo”, disse.

No caso das empresas, chama a atenção que o setor de serviços – o mais afetado pela pandemia da Covid-19 – é quem tem a menor constituição de reservas.“

A questão é de que a capacidade de reserva varia de acordo com desempenho do segmento, todos foram afetados, quando observamos entre os setores, a indústria conseguiu constituição de reservas mais altas”, completou.

Embora acredite que seja difícil dimensionar o tamanho do impacto da pandemia a respeito da consciência de consumidores e empresas a respeito de reservas, Claudia afirma que “a pandemia trouxe reflexão sobre o nosso preparo para cenários imprevisíveis.”

“Essa é uma aprendizagem que vai ficar, é de se esperar que acabe ficando alguma lição [do comportamento financeiro].”

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