Para OMC, acesso a vacinas e espaço fiscal são cruciais para retomada de países

Diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, lamentou a desigualdade na distribuição de vacinas pelo mundo, sobretudo na África, durante Conferência de Segurança de Munique

Logo da OMC na sede da organização em Genebra
Logo da OMC na sede da organização em Genebra 28/09/2021. REUTERS/Denis Balibouse

Gabriel Bueno da Costa, do Estadão Conteúdo

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A diretora-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou nesta sexta-feira (18) que os dois fatores mais importantes para a retomada econômica de qualquer país, neste momento, são o acesso a vacinas contra a Covid-19 e espaço fiscal.

A declaração foi dada durante painel da Conferência de Segurança de Munique.

Ngozi Okonjo-Iweala lamentou a desigualdade na distribuição de vacinas pelo mundo, com falta de imunizantes sobretudo na África, e lembrou o trabalho da OMC para tentar reduzir barreiras à comercialização de insumos médicos entre os países, em meio à pandemia.

Ela destacou a concentração em apenas alguns países na produção de insumos médicos e de vacinas.

Também presente no evento, David Malpass, presidente do Banco Mundial, disse temer que os países do G20 não estejam identificando as medidas a tomar a fim de lidar com o excesso de endividamento.

Outra integrante do painel, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou igualmente para a divergência no acesso a insumos de saúde.

“É crucial reduzir essa divergência, ou todos pagaremos um preço”, alertou, citando a insegurança que perdura sobre novos riscos na pandemia e também a perda de potencial para desenvolvimento econômico.

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