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    Petrobras deveria adotar preço médio nos combustíveis, afirma economista

    À CNN Rádio, Renato Veloni, professor do IBMEC, avalia que medida ‘não é perfeita’, mas traria previsibilidade para os preços

    Variação dos preços dos combustíveis tem sido motivo de divergências e críticas ao governo
    Variação dos preços dos combustíveis tem sido motivo de divergências e críticas ao governo REUTERS/Max Rossi/File Photo

    Amanda Garciada CNN*

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    Em entrevista à CNN Rádio nesta quarta-feira (15), o economista e professor Renato Veloni, do IBMEC São Paulo, avalia que a Petrobras poderia adotar “preços administrados” para conter a alta nos preços dos combustíveis no momento.

    Hoje, os reajustes são aplicados a cada vez que há oscilação do preço do petróleo, segundo a cotação internacional, ou na taxa de câmbio. “Há um repasse quase imediato para o preço de revenda, e a gente fica num cenário bastante volátil”, diz.

    Segundo Veloni, o “mais favorável para o bolso” neste momento seria a opção dos “preços administrados”: “É uma prática adotada por vários países, de trabalhar com o preço médio, e não com a cotação do dia, que varia muito.”

    O professor exemplificou com um cenário hipotético de quatro semestres seguidos, com uma cotação fictícia de R$ 1.000, com queda no semestre seguinte para R$ 500 reais, seguida por nova oscilação de R$ 1.000 e mais uma vez R$ 500.

    Ao invés de acompanhar o movimento a cada queda ou subida, a Petrobras, neste caso, cobraria sempre 750 reais, que é o preço médio.

    “Dessa forma, ao longo de dois anos, o lucro que a Petrobras vai ter é exatamente igual nos dois cenários, não vai ter perda de valor, vai ter ganho muito grande para consumidores e empresários, com preço mais estável. Traz previsibilidade para todos os empresários, eles conseguem ter noção mais precisa dos custos do semestre e ano”, disse.

    O economista, no entanto, fez uma ressalva de que o preço médio não é “uma solução perfeita”: “Ela acaba trazendo volatilidade para o resultado da Petrobras, vai ter semestre de prejuízo, mas depois compensa com lucro no semestre mais favorável. O especulador de curto prazo [que investe em ações] não gosta desse modelo, mas para a sociedade seria o mais indicado.”

    *Com produção de Bel Campos

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